Keeping heads buried in the sand

Come on, it’s bleedin’ obvious that financial and budgetary restrictions are not the real reason for the withdrawal of the future Brazilian government to host the next UN conference on climate change.

International repercussion aside, such a conference would also be an issue on national television networks and other media. As a consequence it would raise attention and push some kind of public discourse. And that, again, would not amuse some people with a lot of influence on Brazilian politics, especially certain lobbyists.

For them, prevention means to keep a lot of heads buried in the sand.

Slash-and-burn in the Amazon forest (© AP)

Deduction

Guess you´ve never been a language teacher for real until you´ll live an experience like explaining a German word in English to a Portuguese-speaking student, being replied in French.

Lula von oben

Freitag ging’s los. Am Nachmittag. Glotze an, gegen halb fünf. Luftaufnahmen vom Sitz der Metallgewerkschaft in São Bernardo do Campo. Das Gebäude von oben. Lula da drin. Punkt. Ein mehrstöckiger Bau, Filmaufnahmen aus einem kreisenden Hubschrauber. Ich wechsle von GloboNews zu BandNews. Das gleiche Bild, oder so ähnlich. Ob da mehr als einer in der Luft ist? Egal. Die unteren Infobalken auf beiden Kanälen sind austauschbar. (Mehr Kanäle mute ich mir nicht zu und es ist auch nicht notwendig). “Moros [des Richters] Ultimatum läuft um 17 Uhr aus.” Etc. … Die Zeit vergeht. Sehe hin, stehe auf, beschäftige mich mit anderen Dingen, komme wieder, sehe hin und dann wieder weg. “Noch 5 Minuten”. Dann die Infobalken, zusammen gefasst: “Ultimatum abgelaufen”. Schockschwerenot! Text in Rot.

Ich lasse es sein und mache die Glotze aus. Stunden später noch mal kurz an: Lula heute nicht. Es wird verhandelt. Und die Bundespolizei nimmt’s locker; nur nichts provozieren, das findet sich schon. Zu viele Leute vor dem Gebäude, bis in die Nacht. Nur keinen Stress, nur keine bösen Filme von Polizisten, die sich den Weg durch die Menge bahnen, um dem Mann Handschellen anzulegen. Ein Statement von Lula macht die Runde: “Ich stehe zur Verfügung”. Muss kurz grinsen, weiß selbst nicht genau weshalb. Vielleicht, weil er ein Dickkopf ist und mit Überraschungen zu rechnen sein könnte. Schön wär’s. Glotze aus für heute.

Bereue es fast, am nächsten Morgen beim Frühstück das Radio eingeschaltet zu haben. Der Kommentar des Moderators kreist ähnlich wie ein Hubschrauber in einiger Höhe über dem, was da gerade abläuft. Oberflächliches Zeug lässt sich nun mal genauso gut in Bildern wie in Geschwätz ausdrücken. Man muss es nur drauf haben.

Schalte ab, nicht nur das Radio sondern auch mich selbst, also vom Thema. Mein Hund wird plötzlich zum Mittelpunkt meiner kleinen Welt: Er muss raus. Und ich auch.

Irgendwann, am frühen Abend, kracht es draußen. Feuerwerk, Böller oder was auch immer. Einige Leute grölen und vereinzelte Autofahrer trumpfen hupend auf. Schon klar, was das heißt. Kann nicht anders, Glotze an: Schon wieder Aufnahmen von oben. Eine kleine Kolonne fetter schwarzer Fahrzeuge mit abgedunkelten Fenstern, gefolgt von Journalisten auf Motorrädern, zieht sich durch die nächtliche Szenerie einer Verkehrsader. Zwischendurch ein Split-Screen: Links die Fahrzeuge in zügiger Fahrt und rechts das Flugzeug, das auf den Delinquenten wartet, um ihn nach Curitiba zu bringen. Also dahin, wo jene Heilige Eminenz zu dinieren pflegt, welche den Haftbefehl ausgestellt hat.

Da sind wir aber froh, dass endlich der Gerechtigkeit Genüge getan worden ist.

Amen.

Vor dem Gesetz sind schließlich alle gleich.

Glotze aus.

Pensando naquele história da Cambridge Analytica …

… sendo involvida em fraudes com os dados de 50 milhões de usuários do Facebook, eu me pergunto seriamente o que as pessoas pensavam que seria o modelo de negócios desta rede social?

Facebook coleta seus dados e os vende para pessoas que pretendem fazer algo com eles. Ponto final.

Usar 50 milhões de registros de dados para propaganda eleitoral e fins manipulativos não é um “abuso de dados”, mas simplesmente um resultado do modelo de negócios do Facebook.

Não é um “efeito colateral”, mas o modelo em si.

Por que então tamanho espanto?

Nur versandet

Wenn ich so mitbekomme, dass Weblogs, deren Leser ich war, plötzlich versanden oder im Delete verschwinden, dann kann ich das Versanden zwar verstehen, das Delete aber nicht. Meiner ist ja auch versandet. Seit gut einem Jahr. Aber löschen? Weshalb? Selbst als Blogger mit wenig Audienz, was nun mal zutrifft, würde mir das nicht einfallen. Es ist so wie mit alten Büchern, Notizen, Briefen oder von mir aus auch mit Abzügen analoger Negative, egal welcher Qualität. Man wirft sie nicht leichtfertig ins Feuer.

Hätte ich das getan, so würde ich es heute bereuen.

Epistemologicamente falando …

Fonte: Wikipedia

Fonte: Wikipedia

Volta obscura ao Século XX

Uma porta velha de madeira se abre e o visitante entra num quarto que parece ser de alguém dedicado a estudos e pesquisa. É um lugar desarrumado, repleto de livros com diagramas científicos, ensaios sobre fenômenos sobrenaturais e rascunhos feitos a mão. A cena é iluminada somente por lâmpadas fracas. Era como se o habitante tivesse saído recentemente. O visitante é convidado a sentar-se à mesa e folhear nos livros, vivenciar um cenário analógico …

objetos-analogicos

Os movimentos do visitante disparam faixas de sons perturbantes e misteriosas; cada canto da instalação abre um universo paralelo, cada um deles disparando uma voz ou um som diferente, embora narrando um conto só: o de um misterioso abismo, um tal de Dark Pool. Mas nem mesmo aquela maquete do lago escuro, instalada numa velha mala, consegue desvendar o mistério …

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“Dark Pool” – Janet Cardiff, George Bures Miller, 1995

Ständehaus K21 - Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Ständehaus K21 – Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen

Porque a PEC 241 esconde um grande segredo. E um enorme perigo:

O Brasil gasta muito mais do que arrecada. Por isso nosso país está sempre endividado. Para fechar a conta, o governo tem que tomar dinheiro emprestado, pagando juros gigantes. Aí a dívida só aumenta. E por causa disso falta dinheiro para investir no que é fundamental. E como os juros são altos, as empresas também não investem, e o desemprego só aumenta. É um círculo vicioso, de que o Brasil precisa escapar.

Fácil concordar com isso tudo. E fácil concordar que a solução é uma lei que proíba o governo de gastar demais. Essa é a premissa da Proposta de Emenda Constitucional 241, a PEC 241. É o grande projeto do governo no momento. Muita gente respeitável garante que se ela não for aprovada, o país quebra. É o que o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, falou na TV. Temer não está poupando esforços para aprovar a PEC. E ela tem de fato grande chance de ser aprovada.

O que exatamente diz a PEC 241? Que nos próximos 20 anos, até 2036, o governo do Brasil só poderá gastar exatamente o que gasta hoje. O único ajuste permitido será o da inflação anual. É isso que foi votado e aprovado pelo Congresso.

Só tem um probleminha. Que vai virar um problemão.

O Brasil é um dos países que menos investe em saúde. O gasto do poder público em saúde por habitante é mais ou menos R$ 1400 por ano – dá menos de quatro reais por dia. Nos EUA é o equivalente a R$ 15 mil. Na Noruega, o país com melhor padrão de saúde do planeta, o governo investe R$ 28 mil por ano, por cidadão. Abaixo do Brasil, só os países mais miseráveis da África.

E o Brasil é um dos países que menos investe em educação. O gasto anual do poder público com educação é de aproximadamente R$ 10 mil por aluno do ensino básico. Quanto é nos países mais desenvolvidos? Três vezes mais. Por isso é que eles são desenvolvidos… e a gente não.

Ou seja: se a gente aprovar a PEC 241, e continuar investindo essa mesma miséria, o Brasil não vai pra frente. Aliás, vamos piorar muito.

Porque a população continua crescendo. Hoje somos 206 milhões de brasileiros. Em 2036 seremos quase 240 milhões de pessoas. Mais gente dividindo o mesmo investimento em saúde e educação. Então, na prática, o investimento por pessoa vai cair.

Vai piorar porque a população do Brasil está envelhecendo. E quanto mais velho, maior o custo com saúde.

Vai piorar porque a tendência global para as próximas décadas é de criação de empregos muito menor. Os empregos tradicionais estão cada vez mais sendo substituídos pelas máquinas e computadores. No Brasil, situação ainda mais grave, porque temos milhões de jovens com uma educação tão ruim que literalmente não servem para nada. Hoje o Brasil já é campeão de “nem-nem”, jovens de 15 a 24 anos que largaram de estudar, e não trabalham, porque não têm qualificação nenhuma…

Então teremos uma porcentagem muito maior de brasileiros que não terão condição de pagar seguro saúde, nem escola particular, o que vai sobrecarregar ainda mais os sistemas públicos. E inevitavelmente as cadeias.

Não vamos nem citar outras questões prementes do país. Por exemplo, o fato de termos apenas metade das casas do país ligadas à rede de esgoto. A situação caótica dos transportes, a situação assustadora da violência. Não vamos nem citar os desafios cada vez mais presentes na área de meio-ambiente, de poluição, de mudança climática…

Vamos ficar só em saúde e educação. É muito claro, os números não mentem. O Brasil precisará investir muito, muito mais nas próximas décadas, para diminuir o descalabro atual. E não investir menos, que é o que a PEC 241 propõe.

Mas se é assim, porque essa campanha tão forte a favor da PEC 241? E porque ela tem grande chance de ser aprovada?

Porque para o Brasil fechar as contas, ou se arrocha os pobres, que é o que a PEC 241 propõe. Ou se cobra impostos dos ricos. Que é o que os outros países fazem.

No Brasil, pobre paga muito imposto, cobrado de maneira indireta em cada produto que compra. Classe Média paga muito imposto, muito imposto de renda, e ainda se aperta para bancar do bolso seguro saúde e escola particular. Tanto pobres quanto classe média pagam também um mundo de juros, embutidos em tudo que consumimos

E os ricos pagam pouquíssimo imposto. Tanto na pessoa física, como na jurídica. No Brasil os ricos pagam pouquíssimo imposto sobre suas propriedades, suas fazendas, seus investimentos financeiros. Pagam pouquíssimo imposto sobre as heranças que deixam. Muito, mas muito menos que nos outros países.

E as grandes empresas também pagam pouquíssimo imposto. Existem mil maneiras de escapar, se você tem recursos suficientes. Fora que as grandes empresas no Brasil se financiam como? Pegando dinheiro emprestado do BNDES, ou seja, dinheiro público, a juros bem suaves.

Os ricos brasileiros têm uma vantagem dupla. Eles pagam pouquíssimo imposto. E têm os maiores rendimentos financeiros do planeta Terra, sem risco nenhum. Como? Justamente emprestando dinheiro para o próprio governo…

É importantíssimo para os ricos brasileiros que a PEC 241 seja aprovada. Para que a conta desse ajuste seja pago pela classe média e pelos pobres, e não por eles, os grandes empresários, grandes banqueiros, grandes fazendeiros. Que é, claro, o grupo que tem mais poder. E mais poder tem para eleger políticos e influenciar a opinião pública. Em qualquer época, em qualquer governo, de qualquer partido.

O resultado da aprovação da PEC 241 será aumentar a transferência dos recursos de 99% da população para os bolsos de 1% de milionários. Espremer ainda mais o povo, para que os super ricos ganhem ainda mais, e sigam pagando pouquíssimo imposto. Esse é o perigo que corremos: condenar nosso país, nosso povo a um atraso infinitamente maior que o atual.

O Brasil precisa fechar as contas, sim. Mas temos que fazer como fazem os países que se desenvolvem. Precisamos investir na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura. Para isso é preciso dinheiro. E para isso é preciso taxar com justiça todas as faixas da população. Proteger ao máximo os mais necessitados. Cobrar moderadamente a classe média. E taxar com vontade os milionários.
Isso faz sentido em outros países. Faria sentido no Brasil. E mais que isso: faria justiça. O que não faz nem sentido, nem justiça, é a PEC 241.

André Forastieri, LinkedIn, 7 de Outubro de 2016

Quanto a questão da dívida pública, é o grande ralo para onde vão os recursos. Logo “o Haiti será aqui”? E a Grécia também?

Eba! Aprovada no primeiro turno … (Fonte: Folha de São Paulo)

Combate a drones ilegais com águias …

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Ossendrecht, Países Baixos (Fonte: stern.de)

“It’s a low-tech solution to a high-tech problem.”
(Dennis Janus, o porta-voz da polícia de Ossenbrecht)

De qualquer forma, os testes já estão concluídos:

Eagles Away …

Hallo Sie!

Der große Vorteil der deutschen Sprache ist das Siezen. Sie wissen gar nicht, wie gut Sie es haben. Geben Sie das nicht auf. Lassen Sie sich das nicht nehmen. Es zeugt von Respekt. Distanz. Zurückhaltung. Eleganz. Understatement. Und das Beste ist: Sie können viel eleganter Nein sagen, als wenn jemand über die aufgesetzte angelsächsische Kumpelschiene kommt.

Da motzt zwar einer nur über sich “heranwanzende Vorgesetzte”, aber …

Und mit Vous, Lei und Usted scheint´s nicht viel anders zu sein; das sehen so manche Franzosen, Italiener und Spanier wohl ähnlich …