Arquivo do mês: abril 2009

Vila Sésamo Violento

Pois é. It’s a cruel world. E, parece que até o clássico dos seriados infantis está sofrendo as consequências:

sesamstraat

Aphorism of The Day

I swear to God I’m an atheist!

Author unknown

Argumentos a Favor da Existência de Deus

Já faz um tempão que queria fazer um pouco de “marketing” para um bom amigo meu. Here we go:

Por que existe algo, quando era mais fácil não existir nada? Não há nenhum motivo lógico para existir qualquer lei ou ordem na realidade.

Costumo dizer que se Deus não existe, o universo surgiu por um mero produto do acaso, e, por outro lado, se Deus existe, o universo surgiu intencionalmente.

Muitos dizem que na realidade que nos cerca não existe ordem. O filósofo pragmatista norte-americano Clarence Irving Lewis escreveu um livro “Mind and the World Order” no qual argumenta que a complexidade das leis científicas não tem nada a ver com qualquer inteligência não humana ou ordem preestabelecida. Lewis argumenta que a ordem do universo é produto da inteligência humana e que nossas faculdades de percepção e categorização das informações nos levam a agrupar os fatos de modo que faça sentido, o que não implica que essa ordem seja um espelho de uma ordem preexistente fora da mente. Para ele, a ordem que aparentemente existe no universo não passa de apenas “alucinação” dos sentidos humanos.

Porém, me parece insustentável essa argumentação, tendo em vista que:

O que são as leis físicas senão uma ordem pré-estabelecida? Os fatos acontecem na realidade sempre condicionados por leis físicas. Essas leis ordenam os acontecimentos sempre. Quanto à alegação de que a ordem do universo é apenas uma “alucinação” dos sentidos humanos, acredito que o contrário também pode ser afirmado: a impressão de que não existe ordem no universo é apenas um produto da inteligência humana, uma alucinação.

Nosso universo funciona com padrão matemático e respeita sempre esse padrão(as leis físicas seguem o padrão matemático). Até onde se sabe, em qualquer lugar (pelo menos fora das “singularidades da física”, de onde não dá para se saber nada a respeito), 1+1=2, sempre!

Hoje em dia existem as incríveis “Teorias Sistêmicas” ou também conhecidas simplesmente por “Teoria do Caos”. Na natureza, os sistemas apresentam a propriedade de se auto-organizar, sendo que podem ser entendidos por meio de dois mecanismos organizacionais básicos: formação e regulação. Sistemas abertos (aqueles que recebem influencias externas ao sistema) só podem operar em ambientes afastados do equilíbrio graças à sua capacidade de auto-regulação (laços de realimentação). Existem inúmeros exemplos de estruturas dissipativas com extraordinário padrão de ordenação.

mahesvaraprofile

Sobre o autor: Milton Mourão Jr. é biólogo com especialização em bioquímica e biologia molecular. Também é sacerdote brahmana vaishnava e frequenta o Adi-Templo da Iskcon em São Paulo. Seu nome religioso é Mahesvara Caitanya Das.

Hora do Planeta Reloaded

A Hora do Planeta foi considerada um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo seriam convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. A idéia de apagar as luzes, possível em todos os lugares do planeta, teve o intuito de incentivar as pessoas a refletirem  sobre o tema ambiental, ou seja, o desperdício de energia e recursos naturais.

Para ser honesto: não liguei. Não apaguei as luzes. Esqueci a hora. Moro em São Paulo, capital. E nem percebi mudança alguma naquele horário que eu poderia ter lembrado. Mas não foi por causa disso. Na verdade, achei ridículo.

Mesmo assim, considero-me uma pessoa consciente. Economizo energia em casa, raramente uso o carro, detesto o desperdício de água, e por aí vai! Preocupo-me com tudo isso. Seriamente.

Seja como for, a Hora do Planeta, o ato simbólico, foi-se. Foram-se os comentários na televisão, nos journais e nas páginas da internet.

E agora? Agora é como sempre. De fato, toda hora é a “hora do planeta”. Por enquanto, é a hora do desmatamento, da queima de combustíveis fósseis, da poluição e tudo mais. Infelizmente. E, temo que tais “atos de conscientização” não resolvam o problema. As pessoas não ligam muito, e, se ligam, muitos delas agem de maneira hipócrita. Ou zombam disso. Earth Hour foi um evento. Nada mais. Fogo de palha.

Enquanto isso, os verdadeiros fogos continuam a queimar: nas usinas, nos motores dos inúmeros veículos, e na Amazônia.