Arquivo do mês: julho 2010

Sobre um Deus aposentado

Ja faz um bom tempo que
Aquele homem velho
De barba branca
Se aposentou

Porque será

Pois é

Não soube lidar
Com a presença
De um outro cara
Chamado

Darwin

Um Deus se foi
Mais um
Um de tantos

Se aposentou
Se retirou

Às pinturas antigas

Maravilhosas

Das igrejas

Daquele mundo distante
Da nossa imaginação

E agora …

Hipsters – The Dead End!

I’ve been wondering what this whole “hipster-thing” is about. Are hipsters really cool? No, they are not. Do you wanna know why? Take a look at this:

We’ve reached a point in our civilization where counterculture has mutated into a self-obsessed aesthetic vacuum. So while hipsterdom is the end product of all prior countercultures, it’s been stripped of its subversion and originality.

[…]

Ever since the Allies bombed the Axis into submission, Western civilization has had a succession of counter-culture movements that have energetically challenged the status quo. Each successive decade of the post-war era has seen it smash social standards, riot and fight to revolutionize every aspect of music, art, government and civil society.

But after punk was plasticized and hip hop lost its impetus for social change, all of the formerly dominant streams of “counter-culture” have merged together. Now, one mutating, trans-Atlantic melting pot of styles, tastes and behavior has come to define the generally indefinable idea of the “Hipster.”

An artificial appropriation of different styles from different eras, the hipster represents the end of Western civilization – a culture lost in the superficiality of its past and unable to create any new meaning. Not only is it unsustainable, it is suicidal. While previous youth movements have challenged the dysfunction and decadence of their elders, today we have the “hipster” – a youth subculture that mirrors the doomed shallowness of mainstream society.

[…]

Hipsterdom is the first “counterculture” to be born under the advertising industry’s microscope, leaving it open to constant manipulation but also forcing its participants to continually shift their interests and affiliations. Less a subculture, the hipster is a consumer group – using their capital to purchase empty authenticity and rebellion. But the moment a trend, band, sound, style or feeling gains too much exposure, it is suddenly looked upon with disdain. Hipsters cannot afford to maintain any cultural loyalties or affiliations for fear they will lose relevance.

[…]

We are a lost generation, desperately clinging to anything that feels real, but too afraid to become it ourselves.

Extracts from an article published on adbusters. The author Douglas Haddow is a Canadian writer, designer, video artist and general media enthusiast.

Visto ou vivido?

A “Festa da Lanterna” é um evento que ocorre uma vez por ano, em junho, na escola Waldorf que minha filha frequenta. É comemorada à noite pelas crianças do maternal e do jardim, acompanhadas dos professores. Os pais são convidados para assistirem à pequena cerimônia na quadra da escola. As luzes se apagam e as crianças entram em fila, cantando, cada uma com uma lanterna na mão, para se reunir. Enquanto isso, alguns professores acendem um fogo com tochas no centro da quadra.

Poderia, certamente, ser um momento inesquecível para todos os presentes e não apenas para as crianças.

Infelizmente, tal evento sofreu um distúrbio grave: uma tempestade de relâmpagos, causados pelas máquinas fotográficas de muitos pais, que “documentavam” a cerimônia inteira. Como pai, confesso que tal atitude me perturbou e até irritou. Que mania é essa tirar imagens de pequenas crianças carregando lanternas? Uma lanterna serve para iluminar os arredores e, neste caso, encantar os participantes. Em uma ocasião como esta, o flash de uma câmera é mais do que inconveniente: ele acaba com a intenção e o sentido da festa. Sem falar daqueles que, ao olhar através das lentes das suas máquinas, nem conseguiram desfrutar realmente daquele momento na vida dos seus filhos por estarem ocupados com seus brinquedos digitais.

Após armazenar arquivos e mais arquivos no disco rígido, qual é o resultado de tal esforço? Imagens de crianças iluminadas por luzes artificiais e não pelas lanternas que elas carregavam. A lembrança de um evento importante, reduzido à mera atividade digital como algo “visto” mas não “vivido”.

Mas que tipo de lembrança é essa?

P. S.

Todos querem ser famosos. Serem vistos, congelados, preservados pela mídia, porque nós passamos a acreditar no que é visto mais do que no que é vivido. De alguma forma nós entendemos tudo ao contrário e as imagens nos parecem mais reais para nós do que as experiências. Para confirmar que nós realmente existimos, que nós realmente importamos, temos que ver fantasmas de nós mesmos preservados em fotografias, em programas de televisão e videotapes, no olho do público.

E quando você sai de férias, o que você vê? Bandos de turistas com câmeras de vídeos grudadas em suas faces, como se estivessem tentando sugar o mundo real para dentro do mundo bi-dimensional das imagens, gastando seu “tempo livre” vendo o mundo através de uma pequena lente de vidro. Certamente, transformar tudo que você poderia experimentar com os cinco sentidos em informação gravada que você só pode observar à distância, de fora, oferece a ilusão de estar no controle da própria vida: você pode rebobiná-la e reprisá-la, mais de uma vez, até que tudo pareça ridículo.

Mas que tipo de vida é essa?

Trecho do livro Days of War, Nights of Love, achado no blog de Rafael Conter.

Map of Nuclear Explosions on Earth from 1945 – 1998

This is weird:

Here’s a short, but remarkable list of all “events”, (atmospheric, underground, underwater), subdivided by countries. It has been published by the Swiss Seismological Service:

USA: 1039
Soviet Union: 718
France: 198
China: 45
United Kingdom: 45
India: 3
Pakistan: 2
North Korea: 1
Unknown: 1 (!)

For each country, lists with detailed information are available here.

NO NUKES!

Stay Tuned?

My head hurts!

Oráculo metido

Será que
esse peixe-tinteiro-metido-a-oráculo-da-copa idiota
tem idéia do que
os espanhóis vão colocar na paella deles
se eles forem comemorar a vitória?

Homo Virtualis?

Es gibt sie ja, die klassischen Homos. Da haben wir zum Beispiel den Dahrendorfschen Homo Sociologicus, oder den Homo Typographicus, The Gutenberg Galaxy sei Dank! Ganz zu schweigen vom Homo Politicus und seinem grossen Bruder, dem Homo Oeconomicus.

Und falls man Spass an lateinischen Wortschöpfungen hat, so könnte man die Reihe wohl beliebig fortsetzen. Ist der Homo Typographicus also der vom Buchdruck geprägte Mensch, so mag der Homo Canis wohl jemanden umschreiben, der lieber mit dem Hund spazieren geht als Verwandte zu besuchen oder im Internet zu surfen. Oder so ähnlich …

Ahnen Sie was kommt? Richtig, da fehlt doch einer! Der vom Internet Geprägte, sozusagen. Hierzu sei vorab bemerkt, dass die Wahl der Überschrift spontan erfolgte: Homo Virtualis eben. Gut, dachte ich, spontan ist nicht genug. Ich hakte also nach und googelte ein wenig.

Sie werden staunen, was man zu diesem Begriff so alles finden kann. Oder auch nicht. Man möge es mir verzeihen, wenn ich mich auf 5 anonym gehaltene Ausdrücke und Schlagworte beschränke, ohne Links zu kleben:

“Ich bin eine digitale Skulptur” (Detail eines Facebook-Profils)
“Stammzellentherapie”
“Virtual Learning”
“Why humans love virtual business and social interactions and why Homo Sapiens is about to become Homo Virtualis …”
“Der reale Ressourcenhunger der virtuellen Ökonomie” (?)

Wie dem auch sei, nach drei Google-Seiten spürte ich dann plötzlich den unwiderstehlichen Drang, mit meinem Hund eine Runde um den Block zu machen.

Um vilão chamado Greenwashing

Este post é importante para todos nós consumidores que diariamente somos bombardeados pela publicidade. Se ainda não notaram, há alguns anos começou a moda de se criar anúncios e comerciais que destacam empresas e produtos corretamente ambientais, mas muitas dessas empresas utilizam a prática do Greenwashing.

O Greenwashing – no bom portugês singnifica “lavagem verde” – é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, ONG, ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente” que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.

Leia mais: Por Bruno Rezende da equipe Coluna Zero