Arquivo do mês: agosto 2010

Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (2)

Como já disse, queria comentar uma segunda imagem do blog do Thiago Lobo. Ela contém um “argumento clássio” dos criacionistas:

Bom, à primeira vista, tal argumento parece fazer sentido. Como é possível surgir algo tão complexo, como o universo e a vida no nosso planeta, sem “projeto” algum? Pois é. O problema é que a mensagem acima distorce a teoria da evolução. Nem o próprio Darwin afirmaria que a vida é o resultado de um mero acaso.

O acaso puro criaria um caos sem sentido. Existem as leis físicas também. Aliás, somente elas criariam algo sem sentido de outra forma: um tipo de automatismo que não corresponderia com a dinâmica do nosso universo.

É a combinação destes dois fatores que é capaz de efetuar mudanças e fazer a vida progredir. E isso é um processo permanente.

Eis o “projeto”.

Neste contexto, não importa se você é ateu, cético ou crente.

Dead or alive?

Source: ADBUSTERS, a journal of mental environment.

Leitor sem cabeça:

Fonte: Der Freitag.

Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (1)

Já que não parece ser possível deixar comentários no blog dele, permitam me fazer isso por aqui. Se trata de duas imagens. Eis a primeira:

Então:

O cara por trás do telescópio é uma figura e tanto.

Primeiro, porque ele compara o universo com um relógio. Um relógio é uma máquina. O universo não é uma máquina. Uma máquina não produz algo tão importante como o acaso. E, veja bem, existe uma outra palavra para o acaso neste contexto. É chamado de “liberdade”.

Segundo, porque a fascinação dele fala por si. Ser fascinado por algo não tem nada a ver com a racionalidade com qual ele “explica” aquilo que observou. Se trata de uma contradição tipicamente humana.

E o outro cara? Ele parece tão feliz e equilibrado, não é?

Sinto muito, mas ele é um ignorante, porque ele não percebe os verdadeiros motivos da fascinação do primeiro cara. Empatia zero! Embora ele tenha feito uma pergunta interessante, ele fez a mesma somente para poder confirmar aquilo que ele já pensava antes. Invés de entrar na matéria, ele se afasta com aquele sorriso de crente. Invés de fazer mais perguntas, ele vai embora, continuando no mundo fechado dele, abandonando a chance de um discurso pra valer.

Resumo: é o encontro de duas crianças.

Biedermeier 2.0

Of course, the so called social media have changed the public sphere. With reference to that I’ve recently found a quite inspiring point of view showing the ambiguity of the whole web-2.0-thing:

On the one hand, civil society creates its own newsticker streams via Twitter and Facebook timelines with its own content. It is different from the content in corporate media. On the other hand, if you surround yourself with real-life friends only on these platforms a social network turns Biedermeier-style: Closed circles, no outsiders looking in, you are very much entre nous, no one interfering. So, although we receive news over these new channels, in fact there is no danger of anything completely new coming through. And that’s a striking difference between social media and, say, mailing lists and usenet [where you mostly meet people you do not meet in other contexts].

If that ain’t clear enough, let me tell you what Biedermeier really means. It means that you make yourself comfortable in a cosy non-political world. It’s a synonym for the lack of new ideias. It means: “Don’t bother me!” Which – as a result – does also mean a decent but effective form of censorship.

Are you still wondering what this might have to do with a site like Facebook?