Arquivo do mês: agosto 2011

Was mir gerade zu “Kindheit” einfällt:

Es ist eine kleine, einem lebenden Exemplar täuschend ähnliche Gummispinne, die ich meiner Mutter schenkte und die seitdem ein eher bescheidenes Dasein fristet – angesichts dessen, was voranging: ich fand sie im Zuckertopf der Küche eines Projektes zur nachschulischen Betreuung heranwachsender Jugendlicher. Ich adoptierte sie, denn mein Gesichtsausdruck in jenem Moment, als ich da ihre dunkle, vielbeinige Gestalt auf all dem hellen Zucker sah, brachte mich nicht nur den kleinen Rabauken, sondern auch mir selbst ein wenig näher. Meine Mutter will sie nicht mehr missen, sie hat sie auf den Kühlschrank gelegt, von wo aus sie seitdem für Verständnis wirbt.

Na Eminência de Matar

Recentemente, a minha esposa se inscreveu num curso de escrita criativa. Hoje ela já me apresentou o resultado da primeira tarefa: “Escrever um texto sobre um assasínio na eminência de matar”.

Dicotomía

O dia amanheceu ensolarado. Os pássaros, a saltitar entre as árvores frondosas, celebravam aquele recomeço. Na cozinha do casarão à beira do lago, ela preparava o desjejum. Fatiou o pão. O café estava pronto. Inerte, encarou o líquido negro que se assemelhava a seu espírito.

Quantos anos haviam se passado? Uma infinidade sem sentido. Olhou para a faca de pão, cuja lâmina a atraiu. Poderia a morte criar vida? Ela precisava saber.

Fitou as águas plácidas do lago pela janela e, poderosa, caminhou em direção ao quarto. Conforme se movia, os raios de sol cintilavam na atraente lâmina, criando feixes coloridos no ar. Ela detinha o poder da vida e da morte. Tão logo adentrou o quarto, o brilho dançante se desfez sob a penumbra. O corpo moreno ressonava embaixo dos lençóis. Ela mirou a veia pulsante do pescoço e ergueu a faca.

Os lençóis manchados de sangue ela queimaria e o homem faria do lago sua morada eterna. Em breve, o tormento secular teria fim para dar lugar ao nascimento.

Autor: Paula D. A. Hilgeland, psicóloga (!)

Bom, o que posso dizer? Gostei do texto, realmente! E, enquanto o tema estiver no nível simbólico, não há motivo para se preocupar …