Na Eminência de Matar

Recentemente, a minha esposa se inscreveu num curso de escrita criativa. Hoje ela já me apresentou o resultado da primeira tarefa: “Escrever um texto sobre um assasínio na eminência de matar”.

Dicotomía

O dia amanheceu ensolarado. Os pássaros, a saltitar entre as árvores frondosas, celebravam aquele recomeço. Na cozinha do casarão à beira do lago, ela preparava o desjejum. Fatiou o pão. O café estava pronto. Inerte, encarou o líquido negro que se assemelhava a seu espírito.

Quantos anos haviam se passado? Uma infinidade sem sentido. Olhou para a faca de pão, cuja lâmina a atraiu. Poderia a morte criar vida? Ela precisava saber.

Fitou as águas plácidas do lago pela janela e, poderosa, caminhou em direção ao quarto. Conforme se movia, os raios de sol cintilavam na atraente lâmina, criando feixes coloridos no ar. Ela detinha o poder da vida e da morte. Tão logo adentrou o quarto, o brilho dançante se desfez sob a penumbra. O corpo moreno ressonava embaixo dos lençóis. Ela mirou a veia pulsante do pescoço e ergueu a faca.

Os lençóis manchados de sangue ela queimaria e o homem faria do lago sua morada eterna. Em breve, o tormento secular teria fim para dar lugar ao nascimento.

Autor: Paula D. A. Hilgeland, psicóloga (!)

Bom, o que posso dizer? Gostei do texto, realmente! E, enquanto o tema estiver no nível simbólico, não há motivo para se preocupar …

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