Archiv des Autors: philgeland

O que a Teoria da Evolução NÃO é:

Meus caros criacionistas contemporâneos, que fique bem claro o seguinte, de uma vez por todas:

A teoria da evolução não explica a origem do universo. Este campo de estudo é coberto pela área da cosmologia, mas não pelas conclusões da obra „A Origem das Espécies“, de Charles Darwin.

A teoria da evolução não descreve a primeira origem de vida neste planeta. Este campo de estudo se chama abiogênese.

A teoria da evolução não é imanentemente ateia porque não comenta coisa alguma a respeito da existência de Deus, ela é imparcial e se restringe à observação do mundo natural. Simplesmente.

A teoria da evolução não afirma que „viemos dos macacos“, mas ela mostra a evidência clara de que – por volta de 6 milhões de anos atrás – tanto os primatas como os hominóideos e os seres humanos divergiram de um ancestral comum.

Por último, o conceito da teoria da evolução não é uma religião.
Assim como qualquer outra teoria científica, ela não é um sistema de crenças.

Fim da linha.
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Virtueller Spickzettel

Durch mich fließt ein nicht abreißender Info-, Anreißer- und Teaser-Strom, der mein früheres Halbwissen durch ein Fake-Wissen ersetzt hat: Überall rede ich mit, denn das Internet, insbesondere der Social-Media-Feed, ist ein fortlaufender, sich ständig selbst aktualisierender Spickzettel.

Hauptsache, man gibt seinen Senf dazu. Selbst zu Dingen, die man nicht kennt…

Über den Zweck der Kleidung

Also, jetzt mal ganz von vorn:

Eine Kleidung ist schon immer das gewesen, was sie auch heute noch ist. Sie schützt nicht nur, sie ist Kultur, sie signalisiert die Zugehörigkeit zu einer sozialen Gruppe und sie ist – natürlich – darüber hinaus auch eine Form des Zur-Schau-Stellens persönlicher oder kollektiver Eitelkeiten.

So weit, so gut.

Dennoch besteht kein Zweifel daran, dass ihre Zweckentfremdung im Kontext der Globalisierung neue Auswüchse angenommen hat und dass deren negative Folgen nicht von der Hand zu weisen sind.

Zum Trost sei angemerkt, dass selbst in Zeiten mulitinationaler Logos niemand vor Überraschungen gefeit ist und es nach wie vor auch Formen positiver Zweckentfremdung geben kann. So zum Beispiel dann, wenn Hipster und Muslime die Klamotten tauschen:

hipstermuslims

Da wird was knapp …

… aber das mag Euch wenig jucken. Euch dort in Europa. – Uns aber schon.

Und selbst hiesige Dumpfbacken werden dann ihren Kopf in Kürze nicht mehr in den Sand stecken können. Geschweige denn unter die Dusche.

Und das juckt dann umso mehr.

Ferida narcísica, simplesmente …

Todo aquele ódio visceral contra os bodes-expiatórios chamados Dilma e Lula (não somente nas redes sociais e na campanha eleitoral atual) também representa, me parece, um sintoma claro da ferida narcísica das classes A e B. Para os integrantes destas classes é simplesmente uma ofensa e uma invasão ver um “pobre” frequentar o mesmo shopping, usar um smartphone ou viajar de avião ao lado deles, pois, até então, o poder aquisitivo pertencia exclusivamente a eles. O importante era manter o “pobre” na condição e no lugar de “pobre”, porque tal condição lhes afirmava e garantia o privilégio do ter e com isso o do poder.

Simplesmente …

P. S.
Por falar em poder aquisitivo: alguém se lembra dos rolezinhos?

„Dilma ou Aécio? Diga-me em quem votas e sofra minha ira …“

dilmaaecio

Do ponto de vista de um psiquiatra.

P. S.
Já faz um bom tempo que vivo no Brasil mas não me lembro de a sociedade brasileira estar tão acirrada assim para uma eleição.

Jesus …

… foi um anarquista espiritual sem teto que protestava contra a hipocrisia da igreja do seu tempo, se importava com criminosos, prostitutas e outros marginais, pregava a tolerância e a empatia, praticava o direito universal à assistência médica sem cobrar pela mesma, estava a favor da redistribuição da riqueza e duvidava seriamente que uma pessoa rica fosse capaz de encontrar paz na vida eterna.

Em troca, foi acusado e preso por subversão, condenado num tribunal injusto e populista, vaiado por uma multidão alucinada, torturado e executado por crimes contra o estado.

Agora é sua vez: explique-me por que Jesus votaria num candidato da bancada evangélica. Fico no aguardo.

Two kinds of slaves

In a consumer society there are inevitably two kinds of slaves:
the prisoners of addiction and the prisoners of envy.

Ivan Illich, philosopher and priest (1926-2002)

Sobre a falta do olhar alheio …

Nosso cérebro está adaptado para interagir face-a-face com os outros – nesse tipo de conversa recebemos uma série de informações em tempo real, se estamos agradando, se a pessoa está brava, triste, feliz, e assim ajustamos o conteúdo e também a forma de nosso discurso de forma automática e inconsciente. Isso não apenas porque queremos agradar, mas também porque ver o sofrimento do outro nos incomoda, refreando certos impulsos. Quando não temos esses freios sociais, funcionamos – em parte – como os verdadeiros psicopatas. Essas pessoas têm dificuldade para reconhecer adequadamente as emoções negativas nas expressões faciais; e são incapazes de sofrer quando vêem alguém sofrendo, por carecerem de empatia. Ora, nas redes sociais somos todos assim: não vemos as expressões de nossos interlocutores, tanto pela invisibilidade como pela assincronia do diálogo. E sem esse feedback, não sofremos com a dor alheia, já que não a testemunhamos diretamente.

Creio que essa é a grande razão para tantas pessoas assumirem atitudes antissociais diante de uma tela e um teclado, …

Trecho do artigo: „Psicopata é você!“ Vale a pena ler por inteiro.

Sprach-Welt

Sprache ist einerseits beherrschende Konvention, andererseits unser eigenster Besitz. Sie ist das Produkt kollektiver Geschichte, und dennoch trägt jeder seine eigene Vorstellung zu jedem Wort, jeder sein eigenes, in persönlicher Geschichte verankertes Verhältnis zu den Namen der Dinge in sich, auch wenn die Eigenart dieses Verhältnisses nur sehr selten artikuliert wird und unter der verhärteten Schicht der Verständigungsfunktion in unterschiedlich tiefem Schlummer liegt. Jede Begegnung mit Fremdsprache ist eine Herausforderung dieser Sprach-Welt, der persönlichen wie der kollektiven, wobei allerdings letztere durch die schlichte Notwendigkeit eines Konsenses weniger betroffen ist.

Esther Kinsky