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O que a Teoria da Evolução NÃO é:

Meus caros criacionistas contemporâneos, que fique bem claro o seguinte, de uma vez por todas:

A teoria da evolução não explica a origem do universo. Este campo de estudo é coberto pela área da cosmologia, mas não pelas conclusões da obra “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

A teoria da evolução não descreve a primeira origem de vida neste planeta. Este campo de estudo se chama abiogênese.

A teoria da evolução não é imanentemente ateia porque não comenta coisa alguma a respeito da existência de Deus, ela é imparcial e se restringe à observação do mundo natural. Simplesmente.

A teoria da evolução não afirma que “viemos dos macacos”, mas ela mostra a evidência clara de que – por volta de 6 milhões de anos atrás – tanto os primatas como os hominóideos e os seres humanos divergiram de um ancestral comum.

Por último, o conceito da teoria da evolução não é uma religião.
Assim como qualquer outra teoria científica, ela não é um sistema de crenças.

Fim da linha.
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Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (1)

Já que não parece ser possível deixar comentários no blog dele, permitam me fazer isso por aqui. Se trata de duas imagens. Eis a primeira:

Então:

O cara por trás do telescópio é uma figura e tanto.

Primeiro, porque ele compara o universo com um relógio. Um relógio é uma máquina. O universo não é uma máquina. Uma máquina não produz algo tão importante como o acaso. E, veja bem, existe uma outra palavra para o acaso neste contexto. É chamado de “liberdade”.

Segundo, porque a fascinação dele fala por si. Ser fascinado por algo não tem nada a ver com a racionalidade com qual ele “explica” aquilo que observou. Se trata de uma contradição tipicamente humana.

E o outro cara? Ele parece tão feliz e equilibrado, não é?

Sinto muito, mas ele é um ignorante, porque ele não percebe os verdadeiros motivos da fascinação do primeiro cara. Empatia zero! Embora ele tenha feito uma pergunta interessante, ele fez a mesma somente para poder confirmar aquilo que ele já pensava antes. Invés de entrar na matéria, ele se afasta com aquele sorriso de crente. Invés de fazer mais perguntas, ele vai embora, continuando no mundo fechado dele, abandonando a chance de um discurso pra valer.

Resumo: é o encontro de duas crianças.