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O que a Teoria da Evolução NÃO é:

Meus caros criacionistas contemporâneos, que fique bem claro o seguinte, de uma vez por todas:

A teoria da evolução não explica a origem do universo. Este campo de estudo é coberto pela área da cosmologia, mas não pelas conclusões da obra “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

A teoria da evolução não descreve a primeira origem de vida neste planeta. Este campo de estudo se chama abiogênese.

A teoria da evolução não é imanentemente ateia porque não comenta coisa alguma a respeito da existência de Deus, ela é imparcial e se restringe à observação do mundo natural. Simplesmente.

A teoria da evolução não afirma que “viemos dos macacos”, mas ela mostra a evidência clara de que – por volta de 6 milhões de anos atrás – tanto os primatas como os hominóideos e os seres humanos divergiram de um ancestral comum.

Por último, o conceito da teoria da evolução não é uma religião.
Assim como qualquer outra teoria científica, ela não é um sistema de crenças.

Fim da linha.
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Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (2)

Como já disse, queria comentar uma segunda imagem do blog do Thiago Lobo. Ela contém um “argumento clássio” dos criacionistas:

Bom, à primeira vista, tal argumento parece fazer sentido. Como é possível surgir algo tão complexo, como o universo e a vida no nosso planeta, sem “projeto” algum? Pois é. O problema é que a mensagem acima distorce a teoria da evolução. Nem o próprio Darwin afirmaria que a vida é o resultado de um mero acaso.

O acaso puro criaria um caos sem sentido. Existem as leis físicas também. Aliás, somente elas criariam algo sem sentido de outra forma: um tipo de automatismo que não corresponderia com a dinâmica do nosso universo.

É a combinação destes dois fatores que é capaz de efetuar mudanças e fazer a vida progredir. E isso é um processo permanente.

Eis o “projeto”.

Neste contexto, não importa se você é ateu, cético ou crente.

Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (1)

Já que não parece ser possível deixar comentários no blog dele, permitam me fazer isso por aqui. Se trata de duas imagens. Eis a primeira:

Então:

O cara por trás do telescópio é uma figura e tanto.

Primeiro, porque ele compara o universo com um relógio. Um relógio é uma máquina. O universo não é uma máquina. Uma máquina não produz algo tão importante como o acaso. E, veja bem, existe uma outra palavra para o acaso neste contexto. É chamado de “liberdade”.

Segundo, porque a fascinação dele fala por si. Ser fascinado por algo não tem nada a ver com a racionalidade com qual ele “explica” aquilo que observou. Se trata de uma contradição tipicamente humana.

E o outro cara? Ele parece tão feliz e equilibrado, não é?

Sinto muito, mas ele é um ignorante, porque ele não percebe os verdadeiros motivos da fascinação do primeiro cara. Empatia zero! Embora ele tenha feito uma pergunta interessante, ele fez a mesma somente para poder confirmar aquilo que ele já pensava antes. Invés de entrar na matéria, ele se afasta com aquele sorriso de crente. Invés de fazer mais perguntas, ele vai embora, continuando no mundo fechado dele, abandonando a chance de um discurso pra valer.

Resumo: é o encontro de duas crianças.

Sobre um Deus aposentado

Ja faz um bom tempo que
Aquele homem velho
De barba branca
Se aposentou

Porque será

Pois é

Não soube lidar
Com a presença
De um outro cara
Chamado

Darwin

Um Deus se foi
Mais um
Um de tantos

Se aposentou
Se retirou

Às pinturas antigas

Maravilhosas

Das igrejas

Daquele mundo distante
Da nossa imaginação

E agora …