Boa Viagem!

Texto original: Matthias Eberling
Tradução autorizada: Peter Hilgeland

Estamos tão acostumados com a aviação como meio de transporte que aceitamos uma viagem acima das nuvens como se fosse a coisa mais natural do mundo. Mas, na verdade, dentro de um avião, nós nos encontramos numa situação fora do comum: estamos a quase dez mil metros acima do solo, lá fora as temperaturas são baixíssimas e nos deslocamos através do “nada” a uma velocidade de novecentos quilômetros por hora. Enquanto assistimos a um filme e nossos filhos abusam dos smartphones, esquecemos completamente a artificialidade do lugar. A pressão da cabine protege nosso corpo, o ar condicionado nos aquece, um programa de computador conhece o trajeto e guia o avião. Não somente esquecemos nossa fragilidade neste ambiente, como também esquecemos quão dependente somos. Nestas alturas, além de simplesmente congelar e cair feito uma pedra de gelo, também morreríamos de fome, pois acima das nuvens nada cresce e não há água para beber. Dependemos da tripulação que nos alimenta e instrui, vivemos dos alimentos compartimentalizados que o avião armazena. Também não podemos sair do avião durante a viagem. Porque querermos chegar a outro lugar em altíssima velocidade, nós nos entregamos à dependência de uma organização que nos protege, cuida e, ao mesmo tempo, nos domina.

flowDe volta ao solo, a situação não é diferente. Estamos tão habituados à civilização moderna que a enxergamos da mesma forma: como a coisa mais natural do mundo. Em casa, a geladeira está cheia porque as estantes dos supermercados estão repletas. Nossos carros e caminhões circulam sem parar porque há combustível suficiente nos postos de gasolina. A água limpa sai de qualquer torneira, seja ela fria ou quente; a luz elétrica está a disposição em qualquer quarto, basta acioná-la. O dinheiro flui através das nossas contas e através das nossas carteiras e mantém em movimento o círculo vivo da necessidade e da satisfação. Nós olhamos os monitores dos nossos computadores e os displays de outros aparelhos eletrônicos como se olhássemos através da janelinha de um avião. O que aconteceria caso a parede fina da cabine se rompesse? Caso o salário, a renda, não fosse mais transferido e as prateleiras dos supermercados não fossem mais abastecidas? Os relatos advindos da Síria e da Ucrânia nos transmitem uma ideia dessa dependência e da fragilidade na qual nos metemos. Nós nos tornamos apenas passageiros faz tempo. Nós nos entregamos às mãos de grandes organizações, de um sistema que exige um preço [alto] para a nossa proteção. Estamos sendo vigiados nos aeroportos, na internet – e, através dela, na vida cotidiana e em nossos lares. E é tarde demais para sair.

Matthias Eberling é cientista político e escritor, viveu em Berlim de 1991 a 2013 e trabalhou como consultor político por vários anos. Sua última novela policial “Berliner Asche” („Cinza Berlinense“) foi publicada no ano passado.

Descanse Em Paz!

Nelson Mandela
fonte: thetimes.co.uk

Vale a pena lembrar que tantos paises do chamado mundo livre apoiaram durante décadas o regime do apartheid. Se, naquela época dependesse deles (países cujos líderes atuais comparecem hoje à cerimônia de despedida), Mandela teria morrido na prisão, a África do Sul ficaria afundada no caos e não teria sido possível de criar a lenda de um novo „Messias“.

Interpretationshilfe

So, nachdem der Koalitionsvertrag nun steht, dürfte der Schinken ja jetzt auch der SPD-Basis zugänglich sein. Ob die Genossen damit klar kommen, ist allerdings fraglich. Es sei nämlich vermutet, dass diejenigen, die ihn tatsächlich lesen oder es zumindest versuchen, damit ihre liebe Mühe haben. Auch wegen seines Inhaltes, aber wohl vor allem wegen möglicher Bandwurmsätze, Fachbegriffe oder sonstiger Stilblüten. Kapiert das Einer? Na, ob dem so ist, wurde bereits von Kommunikations-Wissenschaftlern mittels einer Software untersucht. Das Ergebnis? Raten Sie mal!.

Liebe SPD’ler, nur nicht verzagen – dem Werke lässt sich auch anders zu Leibe rücken. Vorschlag zur Güte:

(1) Man picke sich eine Rosine heraus, mit Vorliebe einen langen Satz mit markigen Schlüsselwörtern und berücksichtige bei der Auswahl einen Schwerpunkt, dessen Thematik über Parteigrenzen hinweg eine bedeutende Rolle spielt. Man lese ihn aufmerksam und kehre für einen Moment in sich.

(2) Man fasse das so eben Erfahrene in möglichst knappen Worten zusammen.

Also (Beispiel):

(1) „Wir werden als eine zentrale steuerpolitische Aufgabe den Kampf gegen grenzüberschreitende Gewinnverlagerungen international operierender Unternehmen entschlossen vorantreiben, uns für umfassende Transparenz zwischen den Steuerverwaltungen einsetzen und gegen schädlichen Steuerwettbewerb vorgehen.“

(2) Ein bisschen Spaß muss sein. Auch im Koalitionsvertrag.

Wer sagt’s denn?! Geht doch!

Weitere Interpretationshilfen verschiedenster Art finden Sie übrigens hier.

A Síria – Uma Questão Geopolítica

De Heinz Sauren – le Bohémien
Tradução autorizada e adaptada: Peter Hilgeland

Mais de dois anos atrás, a primavera árabe começou, forçando uma reorganização de poder nos países afetados. Os levantes eram considerados o início de revoluções democráticas. Com o decorrer do tempo, esse ponto de vista mudou e revelou a tendência de uma islamização pseudo-democrática. Também na Síria, uma oposição democrática parecia se rebelar contra um governante despótico.

800px-FSA_soldier_with_AK47Acontece que, na Síria, não se trata somente da manutenção do poder de uma ditadura hereditária, tampouco de uma desejada vitória de democratas sinceros. Há tantos atores envolvidos nessa guerra civil, que seus objetivos e interesses nem sempre vem à tona publicamente. O conflito se tornou uma guerra por procuração de global players da política internacional. Trata-se de um conflito entre arqui-inimigos religiosos, de interesses estratégicos dos super-poderes e de Israel, da guerra contra o terror e da tentativa medíocre da União Europeia de encontrar seu lugar no palco diplomático internacional. Diante disso, os interesses e o sofrimento da população síria quase se tornam algo secundário.

As verdadeiras causas da guerra se baseiam nas decisões politicas em Washington, Moscou, Bruxelas, Ancara, Teerã e Tel Aviv, sendo o foco uma questão superior: Quem assumirá a supremacia na península árabe? O „clube elitista“ dos estados já considerados global players e alguns „aspirantes“ vigiam suspeitosamente aqueles que um dia poderiam enfrenta-los à altura. Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para influenciar o resultado em favor próprio. Nem sempre o “clube” e os „aspirantes“ colaboram, mas o objetivo nunca se perde de vista. Embora o conflito continue limitado à península árabe, seu resultado mudará a estrutura da política mundial de poder. Aquele que decidir o conflito a seu favor estará no controle de uma das regiões mais sensíveis do mundo, ampliando sua esfera de influência de forma abrangente.

Como sabemos existem duas alianças opostas. A aliança a favor de Assad, representada pela Rússia, pelo Irá e, por parte, pelo Líbano e a aliança contra o regime atual que apoia os rebeldes: os Estados Unidos, a Turquia e a União Europeia.

Embora seja um inimigo declarado do regime de Assad e aliado dos Estados Unidos, Israel assume um papel diferenciado neste conflito. Se islamistas radicais assumissem o poder na Síria, o governo israelense consideraria o regime de Assad um mal menor.

Os Estados Unidos e a busca pelo status quo

Os Estados Unidos se consideram a força protetora de Israel e, devido ao forte relacionamento bilateral com a Arábia Saudita, entendem-se como o poder dominante na península arábica. Tal domínio é notado cada vez mais pelos estados árabes; é uma causa determinante das divergências políticas e culturais na região. No fundo, os Estados Unidos não podem estar interessados em mudanças significativas. Por isso, há pouca motivação do governo americano de se envolver no conflito. A motivação restante se baseia na atitude do contraente global, da Rússia. Washington teme a influência crescente de Moscou nesta região. (Como se fosse o único palco diplomático no qual os rivais geopolíticos se encaram … )

Nesse contexto, os Estados Unidos são a única potência na região capaz de impedir quase qualquer tentativa de mudança através de intervenções militares. Essa ultima ratio garante a segurança e a existência do estado de Israel. Mesmo se os Estados Unidos quisessem se retirar completamente dos problemas da região, qualquer mudança de constelações políticas e de poderes os afetará. Ganhar tempo é o fator decisivo e crítico para o governo norteamericano no conflito na Síria. Cada dia sem mudança real de poder é uma vantagem.

A Rússia, o contraente da aliança ocidental

Após da queda do império soviético nos anos 1990 e da perda de influência no leste Europeu, a Rússia se fortaleceu novamente e voltou a mostrar ambições de se re-estabelecer como superpoder mundial. A expansão estratégica da sua área de influência é um objetivo declarado da política externa russa. Sua única base naval na área mediterrânea se localiza na Síria. Do ponto de vista russo, a preservação desta base é essencial para garantir suas reivindicações ao poder na região. Por isso, o governo em Moscou é a favor de manter Assad no poder, embora não queira uma escalada militar do conflito, cujos resultados seriam incalculáveis.

No entanto, o fornecimento de armas russas para a Síria não é algo novo. Existem contratos bilaterais há muitos anos. Atualmente, o equipamento velho, inválido ou destruído está sendo substituído por material novo. Tais contratos e alianças também são normais nas relações entre outros estados. Moscou simplesmente está cumprindo contratos que já existem há muito tempo e que estão de acordo com o direito internacional.

Recentemente, o foco polêmico da mídia internacional era na entrega de mísseis anti-aéreos e de aviões caça do tipo MiG 29. Como diz o nome, os mísseis servem para destruir alvos aéreos. Os rebeldes não possuem aviões. E os MiG 29 são caças de supremacia aérea. Embora o governo Assad possa usá-los contra posições rebeldes, ele não precisa pois dispõe de outros tipos de aviões para tanto. De fato, o MiG 29 não significa um perigo sério para os rebeldes, mas sim para os caças modernos dos Estados Unidos e de Israel, pois dificulta os planos de ataque destes países. No fundo, a Rússia está criando uma certa igualdade de armas, isso não entre o governo sírio e os rebeldes, mas diante de uma possível intervenção aérea de fora.

De qualquer forma, o governo russo não abrirá mão de seus interesses no palco diplomático.

O Irã ou “O inimigo do meu inimigo”

No palco internacional, o Irã é largamente isolado. No entanto, o país mantém relações fortes com a milícia libanesa Hizbollah. O apoio logístico desse grupo militante não é somente tolerado pelo regime Assad, mas também organizado no próprio território sírio. Uma perda da “ponte síria” poria em risco a existência da Hizbollah, diminuiria a pressão ao arqui-inimigo iraniano Israel, isolaria Teerã completamente e facilitaria um ataque israelense ao Irã. Por isso, o país apoia há um bom tempo o regime Assad com logística, know how e tropas.

Do ponto de vista iraniano, a guerra na Síria também é uma luta religiosa contra a influência crescente dos sunitas que representam a maior facção dos rebeldes. Embora Assad não seja xiita, (a grande maioria dos iranianos são xiitas), a Síria e o Irã se sentem conectados fortemente por causa do seu arqui-inimigo comum: Israel. No território libanês, a Hizbollah se estabeleceu como um estado independente, agindo na fronteira norte do Israel, sem temer quaisquer restrições, lutando também ao lado do regime de Assad. É óbvio que a situação da Hizbollah iria mudar gravemente se os sunitas assumissem o poder em Damasco.

Demonstração do poder no Bósforo

Sem dúvida, a Turquia também está com um pé no conflito. A província de Hatay é uma enclave. Localizada na fronteira da Síria, sua população se identifica mais com os árabes que com os turcos. Existem vários e diversos laços culturais e familiares determinantes. O governo turco reage a esse “clima de colaboração” de forma ostensíva, reivindicando seu poder na província, exigindo, por exemplo, sistemas anti-aéreos Patriot, (operado por militares alemães e holandeses), dos seus aliados da OTAN para justificar sua posição no palco internacional. Oficialmente, estes sistemas estão direcionados contra a Síria, mas também servem para fins de política interna. E, além de estabelecer campos de refugiados, Ancara também abre a fronteira unilateralmente para fornecer armas para os rebeldes.

Resta dizer que em Hatay também se localiza uma grande base aérea dos Estados Unidos que, provavelmente, desempenharia um papel importante no caso de uma intervenção militar na Síria; uma chance para o governo turco de se livrar de um concorrente politico e militar na região.

Israel ou o “Catch 22”

No fundo, Israel está em guerra com todos os partidos envolvidos no conflito – abertamente ou clandestinamente. Não importa quem chegará ao poder, ele certamente será um adversário na região. O único interesse de Israel é diminuir a máximo as forças de um possível futuro inimigo. Por isso, o estado judaico não apoia nenhum dos adversários na Síria. Ao mesmo tempo, mantém a opção de atacar qualquer um deles, se o ataque estiver de acordo com seus próprios interesses.

Do ponto de vista israelense, o pior cenário deveria ser uma queda do regime Assad, seguido por uma islamização radical do pais.

O caos europeu e um conto de fada chamado “democracia”

A União Europeia criou seu próprio papel nesse conflito. Embora alguns membros da União possuam um certo peso na área diplomática, a “voz” da organização como um todo não era considerada significativa em relação a decisões políticas no nível global. Apesar do consenso de condenar o regime de Assad, não existe uma coordenação verdadeira para lidar com o problema. Enquanto a Grã-Bretanha e a França admitiam fornecer armas para os rebeldes, a grande maioria dos membros da União assumiu a posição de observadores.

O efeito desejado de que as revoluções árabes conseguiriam derrubar tiranos e iniciar processos democráticos (só bastava o povo se levantar), já falhou no caso da Líbia: tirar Gaddafi do poder só foi possível após a instalação de uma zona de exclusão aérea e o envio de tropas terrestres. Gaddafi realmente foi desposto, mas a situação na Síria é outra. Os governos europeus não consideraram isso e declararam Assad como alguém politicamente morto, cortando todas as relações com Damasco. Assad, no entanto, continua no poder e a União Europeia perdeu a oportunidade de influenciar o rumo do conflito por meios diplomáticos.

Tudo indica que, embora as revoluções árabes tenham sido iniciadas por movimentos democráticos, os mesmos não possuíam o apoio suficiente das populações para que forças reformistas seculares pudessem participar dos novos governos eleitos de forma significativa. O resultado real, como no Egito, foi o início de um processo de islamização radical. O fato de os diplomatas europeus não terem reconhecido a islamização não é somente uma grande falha da política externa europeia, como também levou-a a buscar, tardiamente, uma solução de uma crise à beira da insignificância.

A oposição síria está retraída, perdeu quase todos os pontos estratégicos e justifica tal situação alegando a ausência de apoio do exterior e o envolvimento da Hizbollah no conflito. Mas as razões são outras. Os grupos democráticos que iniciaram o levante se tornaram uma minoria insignificante. As ações militares estão sendo realizadas por uma variedade de grupos que também são inimigos entre si. Alguns deles oprimem a população da mesma forma como o regime Assad – ou de forma pior. Os donos da guerra estão lucrando. Clãs de famílias redefinem suas áreas de poder e a charia se espalha em áreas supostamente “liberadas”.

Sob o regime de Assad, para as minorias religiosas (os xiitas, alevitas e cristãs), a liberdade de viver e praticar suas crenças é garantida. (Assad é alevita). Algo elas temem perder, caso o regime seja desposto. Não houve, em nenhum momento, uma maioria da população síria que tivesse apoiado o levante. Ao contrário, uma maioria da população sente seu futuro ameaçado por causa da oposição, sente-se até ameaçada pessoalmente. Embora, para eles, Assad represente a falta de liberdade política e uma ditadura que não tolera oposição, ele também é visto como garantia de prosperidade e segurança, (comparado a outros países da região), de liberdade religiosa e unidade nacional.

Embora a oposição desperte a esperança de mudança política, ela também traz a segregação étnica, a desordem social e a perseguição religiosa. O problema da oposição não é a falta de armas ou a falta de apoio internacional, o problema é ela mesma. Assustando a própria população, ela infelizmente corresponde, por parte, àquela imagem que é divulgada pelo governo Assad: “bandidos” e “terroristas”.

Uma questão de soberania?

Qualquer que seja a solução do conflito, ela só será permanente se for determinada pelo próprio povo sírio, na base de seus próprios interesses. Assad é um déspota e existem bons motivos de estar a favor da sua queda. Mas, diante da situação atual, considerando os diversos protagonistas internacionais que impõe mais seus próprios interesses do que daqueles da população síria, o governo Assad permanece uma opção. Não é a melhor opção, sem dúvida, mas talvez seja a questão da soberania do país para evitar que a Síria enfrente o mesmo destino como o Afeganistão e o Iraque.

Parece que o princípio básico do direito internacional de não intervir nos assuntos internos de um estado, está perdendo cada vez mais a sua importância, embora se trate de uma ferramenta indispensável para evitar guerras entre as nações soberanas.

Heinz Sauren se formou em direito e filosofia, é autor, colunista e ensaísta. Ele publica no magazine político alemão le Bohémien e no seu blog Freigeist.

Ehrenhof-Drohne

Ja, so ist das, das eine wird einem peinlich und aufgearbeitet und das andere gilt als Tradition und muss wieder auferstehen aus gesprengten Ruinen. Gespenstisch mag das vor allem anderen Europäern erscheinen, denn Deutschland diktiert wieder Sparpläne und Ziele und ist reich genug, Schlösser zu bauen – wenn ich mich nicht irre, sogar den größten Schlosskomplex in Europa.

[…]

Diese neue Fassade in Berlin kaschiert nur jede Menge Beton, überzogene Kostenrahmen und vielleicht später auch den ein oder anderen Skandal BER’schen Ausmaßes. Es ist kein Feudalismus, der da mit keiner bürgerlichen Attitüde errichtet wird, es ist, mit Verlaub, eigenartig. Außer ein paar handelsüblichen Subventionsmissbräuchen werden wir nichts dahinter zu verbergen haben, was nicht ohnehin schon laufend öffentlich geschieht. Und den Mut, die einzige Euro Hawk Drohne in den Ehrenhof zu stellen, statt sie in Manching verrotten zu lassen, werden Sie vermutlich auch nicht haben, selbst wenn die noch weniger Sinn als die Fassade machte, und so als Entschuldigung herhalten könnte.

[…]

Immerhin, ein Solitär der deutschen Baugeschichte wird es zweifellos sein. Die Kunstgeschichte wird später natürlich rätseln, wie man das bezeichnen soll: Gesunkenes, niedergebombtes und auf niedrigem Niveau wiederaufgebautes Kulturgut vielleicht? Zweite Wilhelminische Epoche? Oder einfach nur die Architektur des Traumas?

Don Alphonso

P.S.:
Kleiner Nachtrag, von anderer Seite:
Die Verteufelung von Beton und Brutalismus ist die Kehrseite des Altbauhypes und der Berliner Schlossrekonstruktion: Man will zurück in die Zeit vor Hitler und vor Massendemokratie. Stuck als Vermeidungsstrategie.

„Zero Tolerance“ auf Brasilianisch

Von Glauco Cortez
Übersetzung: Peter Hilgeland

Nach fast 20 Jahren Regierungsverantwortung der PSDB im brasilianischen Bundesstaat São Paulo steigt die Anzahl der Morde weiterhin an. Es ist das Ergebnis eines urbanen Krieges zwischen der Polícia Militar und organisierten Drogenbanden. Man bedenke: Die Generation derjenigen, die heute gezielt Polizisten töten, wurde also zu einer Zeit geboren, in der die PSDB dort an die Macht kam.

Gouverneur Geraldo Alkmin ist als eines ihrer medialen Aushängeschilder für eine politische Ausrichtung mitverantwortlich, deren praktische Umsetzung von seiner Partei in São Paulo vorangetrieben wird. „Wir werden die Banditen mit Härte bekämpfen, sie werden uns nicht einschüchtern, Banditen gehören in den Knast.“ So oder ähnlich pflegt er sich wöchentlich in den Medien zu äußern.

Dementsprechend gestaltet sich auch die Sicherheitspolitik seiner Regierung. Der Hardliner-Diskurs würde wohl noch besser greifen, wenn es möglich wäre, Elemente des Rechtsstaates zu verwässern und der Polícia Militar dadurch einen Freibrief zum Töten auszustellen. Für manche in Alckmins Partei wäre dies wohl ein akzeptabler Weg, um Gewalt erfolgreich zu bekämpfen. Nicht von ungefähr nominierte die PSDB Kandidaten für die vor kurzem gelaufenen Kommunalwahlen, deren Motto klarer nicht sein könnte: „Nur ein toter Bandit ist ein guter Bandit.“

Angesichts der Tatsache, dass ein weiterhin rigides Vorgehen wenig Aussicht auf Erfolg zu haben scheint und darüber hinaus die Rückkehr zu einer Politik jenes Staatsterrors einleitet, wie er noch aus den Zeiten der Diktatur bekannt ist, manövriert sich Alckmins Partei hier in eine bedenkliche Lage. Dabei ist es offensichtlich, dass die „Strategie“ der PSDB nicht greift. Die Situation hat sich nämlich in den fast zwanzig Jahren ihrer Regierung nur verschlechtert. Was ihr noch bleibt, ist das Schönreden von Gewaltstatistiken.

Der Polizei sei also empfohlen, weniger Gebrauch von der Schusswaffe zu machen und sich stattdessen mehr auf den gesunden Menschenverstand zu verlassen. Die von der PSDB geführte Regierung handelte den Beamten nämlich einen ziemlich perversen, urbanen Krieg ein. Als Uniformierte haben sie es in den Städten mit nicht uniformierten, organisierten Kriminellen zu tun und werden dadurch zu einem leichten Ziel für Gewalt.

Dabei geht es nicht nur um die rechtspopulistischen Sprüche so mancher Konservativer, auch nicht so sehr um politische Unfähigkeit und Ignoranz, sondern vor allem um das wässrige, gescheiterte Konzept, die Bekämpfung des Drogenkonsums zu einer reinen Polizeiangelegenheit zu machen. [Ganz abgesehen von den Spezialkommandos, die unter anderem für die sogenannte „Crowd and Riot Control“ zuständig sind]. – Es ist an der Zeit, dass endlich alternative Modelle zur Eindämmung dieses Problems in der brasilianischen Öffentlichkeit zur Sprache gebracht werden.

Quelle: Alexandre Vieira (flickr.com)

Wie viele Drogentote machten eigentlich in den letzten 10 Jahren Schlagzeilen? Ich erinnere mich noch an Cássia Eller, das war 2001, sonst aber an niemanden. Im Gegensatz dazu sei gefragt: Wie viele Menschen sind eigentlich nur in dieser Woche an den Folgen eines verdeckten Bürgerkrieges gestorben? Dutzende? Vielleicht sogar hunderte? Eine öffentliche Auseinandersetzung mit diesem Problem ist dringend erforderlich, ohne Vorurteile, ohne Mystifizierung und ohne Tabus. Ein Festhalten an diesem Krieg ist nicht tragbar. Die Polizeiangehörigen und deren Familien haben es nicht verdient, in bürgerkriegsähnliche Zustände hineingezogen zu werden.

Räumung des Viertels Pinheirinho, Januar 2012. – (Quelle nicht bekannt)

Weshalb kapieren diese [selbsternannten] Genies von der PSDB eigentlich nicht, dass es um gerechte Einkommensverteilung geht, dass in die städtischen Randgebiete investiert werden muss und dass die öffentlichen Schulen dringend mehr finanzielle Mittel benötigen?

Die Zwangsräumung des Viertels Pinheirino mag einen Eindruck dessen vermitteln, was da noch so von der PSDB [und anderen Parteien] unter „Sicherheitspolitik“ verstanden werden könnte, nämlich – wie in diesem Fall – die [sehr kurzfristig angekündigte] Vertreibung armer Teile der Bevölkerung aus ihren Behausungen [das weitläufige, verlassene Gelände wurde seit 2004 von obdachlosen Familien besetzt], um es einem Spekulanten zugänglich machen zu können.

Wer arm ist, gilt nun mal als potentieller Verbrecher …

Während all dieser Jahre war die PSDB nicht dazu in der Lage [oder nicht willens?], staatliche Strukturen zu schaffen, die beispielsweise ihren Teil dazu hätten beitragen können, die wahren Ursachen für die Rekrutierung von Kindern und Jugendlichen durch Drogenbanden einzudämmen.

Solange es keine umfangreiche Bildungs- und Sozialpolitik gibt und solange keine wirklich sachliche Auseinandersetzung über Drogen statt findet, ist ein Ende dieses Krieges nicht absehbar.

Glauco Cortez ist Sozialwissenschaftler, Journalist und Autor mehrerer Sachbücher.

Zwischen allen Stühlen?

Ob ich der einzige bin, der nicht so recht weiß, was von der ganzen „Beschneidungsdebatte“ zu halten ist? Das ist wohl nicht der Fall. Mir persönlich fällt ein eindeutiges „Ja“ oder „Nein“ dazu jedenfalls eher schwer. Ganz abgesehen davon, dass diese Diskussion „aus der Ferne betrachtet“ schon ein wenig skurril wirkt: in den brasilianischen Medien ist dieses Thema nämlich nicht von „öffentlichem Interesse“. Wie dem auch sei, mir passiert immer das Gleiche, egal ob ich nun Argumente von Befürwortern oder von Gegnern dazu lese oder höre; meine Reaktion auf deren in den meisten Fällen vehement vorgetragene Statements ist nur zu oft ein „Ja, aber …“, es scheint mir, dass beide „Lager“ sowohl recht als auch unrecht haben mögen.

Der Unwille, mich einem „Lager“ konsequent anzuschließen und die damit verbundene „innere Zerissenheit“ spiegelt sich treffend in folgen Auszügen einer Diskussion wieder, die man auf einem „Psycho-Blog“ in voller Länge einsehen kann – (ganz abgesehen von einer Menge anderer Beiträge und Links). Der erste Auszug stammt von Frank Werner Pilgram, einem sogenannten „Gegner“, dem ich schon zu Anfang des zitierten Abschnitts zustimme, denn …

… jeder Kult, der in Frage gestellt werden kann, hat seine ursprüngliche, kollektive Verbindlichkeit bereits verloren und verfällt dem Anachronismus. Deshalb wird er von seinen Parteigängern um so trotziger und blutiger behauptet. Aus der Notwendigkeit, leidvolle Trennungen (wie die von der Mutter) zu symbolisieren, konstruieren sie sich die Rechtfertigung einer Überbietung durch Opfer – statt deren zivilisierende Übersetzung und Sublimierung zu befördern. Da wird Kunst schlicht mit Kult, aus dem sie zwar kommt, über den sie aber wesentlich und qualitativ durch die sukzessive Aufhebung der Opfer hinausgeht, verwechselt und kurzgeschlossen. […] Am Ende läuft es dann doch nur auf die alte, simple Identifikation mit dem Aggressor hinaus, über die viele in ihrem Leben eben nicht hinauskommen: das Trauma, das ihnen in passiver Position angetan wurde, aktiv weiterzugeben.

Insofern ist es vielleicht gar nicht schlecht, daß heute zu diesem Anlaß und in unserem Gemeinwesen „keine 10 Männer zusammenzubringen sind“, denn deren ebenso homophobe wie verdrängt homophile Bündelei ist es ja vor allem, die mit solch affirmativ aufgefaßten Abraham-Isaak-Unterwerfungen installiert werden soll. Liegt doch der progressive Sinn dieser alttestamentarischen Geschichte nicht in ihrer kultisch-initiatorischen pars pro toto Re-Inszenierung, sondern in der Opfersubstitution, die dort zugunsten einer gesetzlichen Ordnung ermöglicht wird. In den Worten prophetischer Kritik: „Denn ich habe Lust an der Liebe, und nicht am Opfer, und an der Erkenntnis Gottes, und nicht am Brandopfer.“ (Hosea 6.6) Unnötig zugefügter, zumal früher Schmerz bildet Kriegergesellschaften, keine human-erotischen Zivilisationen.

Wenn schließlich in der berechtigten Kritik der medizinisch-medialen Rationalisierung noch die Phantasie eines ‚Geburtsfilmchens’ herhalten muß, um die sadistisch ausgeübte Praxis der Beschneidung als unumgänglichen Akt der Subjekt- und Kulturbildung zu rechtfertigen, offenbart dies in der Tat einen misogynen Platonismus, der die sterbliche, verletzliche Leiblichkeit haßt und, weil dies glücklicherweise so nicht mehr ganz gesellschaftsfähig ist, ersatzweise auf den Rechtspositivismus, der sich erdreistet hat, jene zu schützen, einschlägt.

Aber, „und da haben wir den Salat“, auch die Antwort eines gewissen Karl-Josef Pazzini hat es in sich. Sie versucht, auf etwas einzugehen, dass meiner Meinung nach in der ganzen Debatte zu oft übersehen wird, nämlich die eigentlichen Ursachen für die Beschneidung und mögliche Faktoren, welche – jenseits aller religiös motivierten Begründungen – die Aufrechterhaltung dieser Praxis begünstigen könnten. Außerdem zweifelt Herr Pazzini an der Wirksamkeit rechtlicher Verbote, da …

… es nicht an sich ein Fortschritt in der Menschlichkeit ist, wenn die Beschneidung abgeschafft wäre. Nähmen wir es für ein „Symptom“, dann müssten wir doch konzedieren, dass es sich um eine kreative Lösung eines Konfliktes handelt. Was ist der Konflikt, für was ist die Beschneidung eine Lösung? Ein „Symptom“ bekommt man nicht durch Richtersprüche aus der Welt oder auch nicht durch Vulgärrationalismus.

Ein Symptom ist verflochten mit einem Kontext; das direkte Angehen eines Symptoms bringt (psychoanalytisch gedacht) in der Regel nichts. Und zu dem hier zu verhandelnden „Symptom“ gehört doch auch, dass es bei Semiten auftaucht. Gegen die einen gab es Kreuzzüge, gegen die anderen den Versuch der Vernichtung mitten in Europa. Entgleiste Grausamkeit, Gewalttätigkeit. Und gerechtfertigt wurde das z.T. mit deren Unmenschlichkeit, Minderwertigkeit, Grausamkeit.

[…]

Ich halte die Beschneidung nicht für notwendig. Für notwendig halte ich die kulturelle, gesellschaftliche Auseinandersetzung damit, was meinem Erkenntnisstand nach vermutlich durch Beschneidung symbolisiert wird.

[…]

Machen sich Muslime und Juden „festlich brutal“ über ihren Nachwuchs her? Wollten Sie das sagen? Dann würde ich sagen, dass mir dererlei „Argumente“ bekannt vorkommen.

Pro hin, Kontra her, es wäre zu wünschen, dass alle „Beteiligten“ und damit vor allem auch die „offiziellen Medien“ sich des Themas mehr auf solch konstruktive Art und Weise annehmen würden wie es die oben Zitierten tun.