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Eye Contact

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fake signs in london underground

Papo de Caipira? Proseando com Navegantes

Apesar da convicção que tenho de que a maioria dos que acessam a Internet acabam se familiarizando com essa incrível ferramenta que tem a pretensão (e não só pretensão!) de, ao ser acionada através de um simples toque no mouse, fazer explodir na telinha à nossa frente um mundo de informações, etc, tudo isso sem que seja preciso que tiremos a bunda da cadeira, não resisto e exponho o que se segue:

– vá lá que parte dessas informações possam ser falaciosas, impertinentes, reticentes, mentirosas e de cujas abordagens podemos até discordar frontalmente;

– vá lá que o nosso espírito curioso e investigativo junto a este mundo virtual (mas nem tanto!) nos conduza a um sedentarismo e aos prejuízos que este comportamento nos traz;

– vá lá, ainda, que esta enxurrada de páginas, blogues, sites, e-mails, canais sociais, tudo isso nos deixe, por vezes, feito baratas tontas defronte à telinha;

– vá lá, inclusive, que eu, neste momento, possa estar falando apenas de mim — do meu comportamento defronte à telinha — e de mais ninguém;

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Genésio dos Santos, caipira, nascido em 1952 em Itapetininga — SP, filho de ferroviário, tem diploma de Curso de Telégrafo, é poeta e cronista e, acrescente-se, hoje é também um bicho urbano adaptado e aprendiz de blogueiro (em suas próprias palavras).

Dianetisches Zäpfchen

Wir haben es uns zur Aufgabe gemacht mit Fakten und Wahrheiten die verheerenden Wirkungen von Drogen bekannt zu machen und auch aufzuzeigen wie “legale” Drogen immer mehr in die Gesellschaft bewusst eingeführt werden.

Das ist aber nett. Und so engagiert. Und so nützlich. Vor allem dann, wenn man dabei gleich seinen eigenen Stoff dezent in den medialen Anus einführen – äh, pardon – unter die Leute bringen kann.

Predictions for Privacy in the Age of Facebook (from 1985!)

Mark Zuckerberg wasn’t even a year old when a graduate student foresaw the emergence of online personal profiles:

The ubiquity and power of the computer blur the distinction between public and private information. Our revolution will not be in gathering data — don’t look for TV cameras in your bedroom — but in analyzing information that is already willingly shared.
[…]
Without any conspiratorial snooping or Big Brother antics, we may find our actions, our lifestyles, and even our beliefs under increasing public scrutiny as we move into the information age.
[…]
Soon celebrities and politicians will not be the only ones who have public images but no private lives — it will be all of us. We must take control of the information about ourselves. We should own our personal profiles, not be bought and sold by them.

Lawrence Hunter, 1985

Quotes found in Matt Novak’s article on Smithsonian Magazine. Worth reading.

Argumentos para deletar sua conta no Facebook

(Nada copiado da net mas um resumo individual … )

À primeira vista, o facebook é bem prático: você pode navegar, deixar comentários, bater um papo, fazer upload de fotos e vídeos, e ficar horas e horas por aí, viajando pelos perfis de outros. Mas, no fundo, tudo isso é um grande desperdício de tempo. Será que realmente vale a pena?

Na minha opinião, a maioria das informações que você encontra nos murais e nas fotos não passa de algo pitoresco ou até mesmo brega.

Quanto à função de comentários: prefiro me comunicar com as pessoas de que gosto por e-mail, messenger ou telefone. Na melhor das hipóteses, eu as encontro em um evento qualquer para falar com elas pessoalmente. E as fotos? Sejamos sinceros: aquelas fotos de festas e festinhas, de viagens e viagenzinhas, de comidas e comidinhas, de gatos e gatinhas são cansativas, causam mais do que tédio. Nem falar das inúmeras imagens de auto ajuda, nem falar das polémicas políticas visuais, sem contexto algum. Realmente duvido se adiante comentar, ou “compartilhar”, ou “curtir” algo assim. Mas, caso você seja um fotógrafo amador, querendo publicar fotos individuais de verdade, eu considero sites como flickr ou picasa uma opção bem mais adequada.

Tudo bem – seja como for – fora isso, você ainda poderia usar o facebook somente como ferramenta de comunicação ou de planejamento de eventos, correto? Bom, acontece que essa plataforma virtual é uma tentativa séria de monopolizar e centralizar a comunicação on-line. Nesse ramo, ela já eliminou muitas formas de diversidade virtual que existiam antes de ela mesma se tornar popular. Também se trata de uma máquina gigantesca de publicidade dirigida, sem mencionar que é uma fonte de dados incrivelmente rica para empresas de marketing, corporações, instituições de pesquisa e controle público. Usando somente uma plataforma, você facilita para ela a obtenção de dados, em vez de usar sites pessoais múltiplos, servidores ou clientes de e-mail particulares e de diferentes tipos de empresas. No segundo caso, seus dados pessoais não serão tão fáceis de acessar, analisar e abusar.

Mas, por que você deveria precisar de tanta privacidade? Talvez nem precise mesmo! Aliás, sem querer soar assombroso ou instigar teorias de conspiração, por favor considere que o tal facebook é um sistema que, em mãos erradas, é capaz de monitorar pessoas e empregar formas de censura. Quanto mais importante uma rede social como essa se torna, mais dependente seremos dela para fornecer informações aos outros, contatar amigos, trocar ideias e tudo mais. No fundo, se trata somente de um recurso gigantesco, não somente para empresas, mas também para outras instituições obterem dados com a intenção de não apenas analisar mas influenciar a opinião pública.

Por falar nisso:

Delete a conta – caso meus argumentos tenham sido convincentes – use seu e-mail, use outros aplicativos de chat e sites para se comunicar, para expressar a sua opinião, para divulgar fotos ou o que mais você desejar.

Caso tudo acima não tenha sido convincente, sugiro que pesquise as configurações da sua conta e que a use com cautela e moderação.

Öffentlich, privat, oder was?

Das typische Symptom neoliberaler Beraubung besteht darin, dass der öffentliche Raum nicht mehr als ein positiver Raum definiert wird, der den Individuen Ressourcen bereitstellt, über die sie alleine nicht verfügen. Der Staat und alles was zum öffentlichen Raum gehört, wird nicht mehr als ein Versorger und Ermöglicher gesehen, sondern ausschließlich als eine Verbotsinstanz.

Dem entspricht eine Umkehrung des Appell-Typus gegenüber den Individuen. An sie wird von von der Öffentlichkeit nicht mehr appelliert in einem Sinn, der ihnen etwas Neues ermöglicht. “Jetzt nimm dich mal zusammen und sei ein bisschen eleganter als sonst, denn jetzt bist du in der Öffentlichkeit.” Das wäre in etwa die klassische Anrufung des italienischen Platzes in der Renaissance.

Heute hingegen dreht sich der Appell dann um und spricht die Individuen nur noch als Privatpersonen an, nicht als öffentliche Rollen;, nicht mehr als Citoyens, sondern nur noch als Bourgeois oder als Idioten im Sinn der griechischen Polis, die nur noch ihre Privatbelange pflegen.

Das ist das Gefährliche, wo sich eine narzisstische Kulturentwicklung mit einem Repressivwerden des Staats paart.

Robert Pfaller, gefunden auf TELEPOLIS.

Wozu twittern?

Frage mich gerade zum ersten Mal, dafür aber ernsthaft, ob ich mein Twitter-Account nicht löschen sollte. Ich meine, was soll der Quatsch mit dem Link-Posten, Retweeten, Weisheiten-von-sich-geben, Zitieren, dem Follower-und-Following-Shit?

Wozu?

Um Informationen zu erhalten und weiter geben zu können? Das geht auch anders. Es gibt schließlich Suchmaschinen.

Oder – noch besser – um soziale Kontakte zu “pflegen”? So wie auf Facebook, was?

Give me a break! Habe ich nichts Besseres zu tun?

Da meine Bedenken for now nicht von der Hand zu weisen sind, es aber gleichzeitig unratsam wäre, aus einem momentanen Gefühl heraus zu handeln, scheint es angemessen, das Ganze noch mal zu überschlafen …

Setze bis dato also weiterhin einen Fuß in die Timeline …

Offline 1

Notiert am 05.06.2010

Auf einer kleinen überdachten Veranda an diesem angenehm kühlen, verregneten Samstag die großblättrigen subtropischen Gewächse eines Gartens zu bewundern, der ständig von urwüchsiger Mata Atlântica “bedroht” wird, und dabei einen Laptop ohne Internet-Zugang auf dem Schoß zu haben, ist eine klärende Erfahrung. Der Laptop wird zur Schreibmaschine, der Schreiber ist kein Blogger, Tweeter, Forist, Surfer, sondern ein Individuum ohne virtuelle Resonanz, ohne “Öffentlichkeit”, ohne das mögliche, aber nicht unbedingt wahrscheinliche Feedback anderer, also ohne den “Spiegel”, den er sich selbst laufend vorhält, wenn er sich einloggt.

Wäre unser Ego nicht so gestrickt, dann würde es vieles im Internet nicht geben: so viele sinnlose Posts, so viele blödsinnigen, nichtssagenden Kurz-Kommentare auf Twitter oder Facebook, oder wo auch immer. Und dieser Text ist halt auch nicht so, wie er wäre, wenn es sich um eine persönliche Tagebuch-Notiz handeln würde; er verschwindet nicht in einer Schublade: jene dubiose Öffentlichkeit, die mir in diesem zauberhaften Augenblick mangels einer nicht vorhandenen Internet-Verbindung “versagt” ist, beeinflusst genau eben das, was ich gerade schreibe. Schließlich nehme ich die “Schreibmaschine” morgen mit nach Hause, um das “hässliche analoge Entlein” wieder in einen “digitalen Schwan” verwandeln zu können. Oder so ähnlich …

Kurz: ja, ich bin eitel! Ich poste nicht nur, weil ich gerne schreibe, sondern eben auch deshalb, weil ich mir wünsche, dass andere lesen mögen, was ich hier gerade herunter tippe.

Machen wir uns nichts vor: welchen anderen Sinn könnte ein Blog haben?