A Aura das Palavras

A palavra possui uma aura que consiste em sua imagem escrita,
em sua sonoridade, e nas associações que ela cria dentro de nós.
Quanto mais importante e mais usual esta palavra é,
mais intensa e marcante se torna a sua aura.
Quem a destrói, está destruindo algo dentro de nós,
está tocando nos recônditos do nosso inconsciente.

Das Wort besitzt eine Aura, die aus seinem Schriftbild,
seinem Klang und den Assoziationen besteht, die es in uns hervorruft,
und je wichtiger und gebräuchlicher ein Wort ist,
desto intensiver und prägender ist diese Aura.
Wer sie zerstört, der zerstört etwas in uns,
er tastet den Fundus unseres Unbewußten an.

Reiner Kunze, “Die Aura der Wörter”, Radius Verlag Stuttgart (2004)
Tradução: Peter Hilgeland

Heinz Stein: Illustration zu dem Gedicht "Von der Inspiration" (reiner-kunze.com)
Illustration: Heinz Stein (reiner-kunze.com)

Revelação Noturna

Fica cada vez mais difícil imaginar a divisão de Berlim durante a Guerra Fria. Restaram poucos vestígios, trechos do muro; diante do olhar do pedestre atento, sobraram linhas no chão da cidade para termos uma ideia diluída do passado. Ou, como embaixo, podemos enfeitar a foto de um satélite com uma linha amarela:

Fonte: NASA/GSFC/MITI/ERSDAC/JAROS, and U.S./Japan ASTER Science Team
Fonte: NASA/GSFC/MITI/ERSDAC/JAROS, and U.S./Japan ASTER Science Team

Aliás, a divisão continua bem viva, caso você é astronauta em orbita terrestre, tendo uma visão noturna da cidade:

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Fonte: Chris Hadfield / Twitter

Berlin at night. Amazingly, I think the light bulbs still show the East/West division from orbit.

Yes, they certainly do. Pelo simples fato que, antes da queda do muro, a prefeitura de Berlim Oriental preferiu o uso de lâmpadas de vapor de sódio, invés de lâmpadas fluorescentes e a vapor de mercúrio, como foi o caso na parte ocidental. Afinal, o que é a queda de um regime, comparado à política de iluminação pública?

Argumentos para deletar sua conta no Facebook

(Nada copiado da net mas um resumo individual … )

À primeira vista, o facebook é bem prático: você pode navegar, deixar comentários, bater um papo, fazer upload de fotos e vídeos, e ficar horas e horas por aí, viajando pelos perfis de outros. Mas, no fundo, tudo isso é um grande desperdício de tempo. Será que realmente vale a pena?

Na minha opinião, a maioria das informações que você encontra nos murais e nas fotos não passa de algo pitoresco ou até mesmo brega.

Quanto à função de comentários: prefiro me comunicar com as pessoas de que gosto por e-mail, messenger ou telefone. Na melhor das hipóteses, eu as encontro em um evento qualquer para falar com elas pessoalmente. E as fotos? Sejamos sinceros: aquelas fotos de festas e festinhas, de viagens e viagenzinhas, de comidas e comidinhas, de gatos e gatinhas são cansativas, causam mais do que tédio. Nem falar das inúmeras imagens de auto ajuda, nem falar das polémicas políticas visuais, sem contexto algum. Realmente duvido se adiante comentar, ou “compartilhar”, ou “curtir” algo assim. Mas, caso você seja um fotógrafo amador, querendo publicar fotos individuais de verdade, eu considero sites como flickr ou picasa uma opção bem mais adequada.

Tudo bem – seja como for – fora isso, você ainda poderia usar o facebook somente como ferramenta de comunicação ou de planejamento de eventos, correto? Bom, acontece que essa plataforma virtual é uma tentativa séria de monopolizar e centralizar a comunicação on-line. Nesse ramo, ela já eliminou muitas formas de diversidade virtual que existiam antes de ela mesma se tornar popular. Também se trata de uma máquina gigantesca de publicidade dirigida, sem mencionar que é uma fonte de dados incrivelmente rica para empresas de marketing, corporações, instituições de pesquisa e controle público. Usando somente uma plataforma, você facilita para ela a obtenção de dados, em vez de usar sites pessoais múltiplos, servidores ou clientes de e-mail particulares e de diferentes tipos de empresas. No segundo caso, seus dados pessoais não serão tão fáceis de acessar, analisar e abusar.

Mas, por que você deveria precisar de tanta privacidade? Talvez nem precise mesmo! Aliás, sem querer soar assombroso ou instigar teorias de conspiração, por favor considere que o tal facebook é um sistema que, em mãos erradas, é capaz de monitorar pessoas e empregar formas de censura. Quanto mais importante uma rede social como essa se torna, mais dependente seremos dela para fornecer informações aos outros, contatar amigos, trocar ideias e tudo mais. No fundo, se trata somente de um recurso gigantesco, não somente para empresas, mas também para outras instituições obterem dados com a intenção de não apenas analisar mas influenciar a opinião pública.

Por falar nisso:

Delete a conta – caso meus argumentos tenham sido convincentes – use seu e-mail, use outros aplicativos de chat e sites para se comunicar, para expressar a sua opinião, para divulgar fotos ou o que mais você desejar.

Caso tudo acima não tenha sido convincente, sugiro que pesquise as configurações da sua conta e que a use com cautela e moderação.