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Thiago Lobo: o ilustrador sobre o cético (2)

Como já disse, queria comentar uma segunda imagem do blog do Thiago Lobo. Ela contém um “argumento clássio” dos criacionistas:

Bom, à primeira vista, tal argumento parece fazer sentido. Como é possível surgir algo tão complexo, como o universo e a vida no nosso planeta, sem “projeto” algum? Pois é. O problema é que a mensagem acima distorce a teoria da evolução. Nem o próprio Darwin afirmaria que a vida é o resultado de um mero acaso.

O acaso puro criaria um caos sem sentido. Existem as leis físicas também. Aliás, somente elas criariam algo sem sentido de outra forma: um tipo de automatismo que não corresponderia com a dinâmica do nosso universo.

É a combinação destes dois fatores que é capaz de efetuar mudanças e fazer a vida progredir. E isso é um processo permanente.

Eis o “projeto”.

Neste contexto, não importa se você é ateu, cético ou crente.

Tirem as mãos!

Estimados editores, diretores de TV, criadores de eventos, gerentes de shoppings! Estimados planejadores de parques temáticos, paradas gay, exposições e de qualquer outro tipo de nonsense. Tirem as mãos do nosso tédio! É a última janela do nosso ego, de onde ainda podemos observar o mundo sem sermos perturbados, sem sermos controlados. Parem de se apresentar a nós. Parem de criar algo para nós. Não nos digam mais o que queremos. Afastam-se; não mandem cortesias e não nos entreguem questionários. Parem de nos entrevistar, de nos filmar, deixem-nos em paz. Deixem-nos ociosos, pois a ociosidade significa liberdade. E contentem-se com o fato de que, às vezes, não queremos contar o que nos interessa a vocês.

Trecho do discurso de Wilhelm Genazino, após de receber o Georg-Büchner-Preis, em 2004.

Tradução: Peter Hilgeland