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Um vilão chamado Greenwashing

Este post é importante para todos nós consumidores que diariamente somos bombardeados pela publicidade. Se ainda não notaram, há alguns anos começou a moda de se criar anúncios e comerciais que destacam empresas e produtos corretamente ambientais, mas muitas dessas empresas utilizam a prática do Greenwashing.

O Greenwashing – no bom portugês singnifica “lavagem verde” – é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, ONG, ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente” que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.

Leia mais: Por Bruno Rezende da equipe Coluna Zero

Efeito de uma erupção vulcânica

A erupção:

O efeito:

Der Spiegel

Sobre fumantes e motoristas

Faz um mês que a Lei Antifumo entrou em vigor e preciso dizer que me surpreendeu o rigor com o qual a nova regra está sendo cumprida desde o primeiro dia. Sumiram os cinzeiros nas entradas dos prédios. Hoje o cinzeiro é considerado repulsivo em restaurantes. Não pode. Acabou. Uma nova espécie de fiscal surgiu, meramente do nada, para observar o comportamento dos donos de bares e de seus clientes nas grandes cidades. É uma lei rígida, que exige espaços limpos e um comportamento adequado por parte dos usuários da nicotina. Lá fora na rua, você encontrará os refugiados perambulando pelo calçadão, indo de um lado para o outro, confraternizando-se ou simplesmente sem rumo até ao momento em que a bituca cai no chão, ou seja, no esgoto. Pontos de ônibus viraram uma twilight-zone para os viciados e por assim vai. O clima social não está a favor deles.

Com a vergonha acesa na mão, é melhor se afastar do mundo ao seu redor, dos saudáveis, das pessoas de bom senso e mente clara – dos crentes e esportistas, dos empresários e funcionários dos tempos modernos da nova época. Daqueles que não rejeitam a caipirinha, as cervejas geladinhas e os bons vinhos no final da semana, os remédios para qualquer mal ou a formulazinha para aliviar o mal-estar. Hipocrisia e uma forma pós-moderna de puritanismo fazem parte da história. Aliás, parece que estou me desviando do assunto. E, sem dúvida, fumar prejudica a saúde. Seja como for, parece que as leis podem funcionar sim. Até mesmo no Brasil.

Agora aguardo que outras leis já existentes sejam fiscalizadas e respeitadas com o mesmo rigor.

As leis do trânsito, por exemplo. Ignorar pedestres (ou ciclistas) não é um delito de cavaleiro, mas uma ameaça ao bem-estar físico. O transporte motorizado, chamado „carro“, é uma arma potente nas mãos de uma pessoa arrogante ou desprovida de conhecimento. Ela pode ser um não fumante, mas, mesmo assim, continua representando um perigo para a convivência social e a saúde pública. Ela está praticando um comportamento anti-social todos os dias. Ela pode, pois não há quas nenhuma fiscalização. É possível concluir, portanto, que o clima social está a favor dela? Isso sem mencionar as emissões de gáz tóxico que tal veículo joga no ar. Que seja um carrão com alta potência para mostrar quem tal motorista gostaria de ser. Embora seja útil, o carro fede. Quem já olhou o horizonte de São Paulo num dia límpido sabe do que estou falando. Tudo isso ocorre, é claro, em nome do progresso. Resumindo: tal motorista não precisa ser um fumante para causar danos sociais. Basta beber antes de dirigir ou praticar outras modalidades de irresponsabilidade que podem resultar em coação, lesão corporal ou homicídio culposo.

O modesto escritor adverte: „Babacas atrás dos volantes prejudicam a saúde“.

Hora do Planeta Reloaded

A Hora do Planeta foi considerada um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo seriam convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. A idéia de apagar as luzes, possível em todos os lugares do planeta, teve o intuito de incentivar as pessoas a refletirem  sobre o tema ambiental, ou seja, o desperdício de energia e recursos naturais.

Para ser honesto: não liguei. Não apaguei as luzes. Esqueci a hora. Moro em São Paulo, capital. E nem percebi mudança alguma naquele horário que eu poderia ter lembrado. Mas não foi por causa disso. Na verdade, achei ridículo.

Mesmo assim, considero-me uma pessoa consciente. Economizo energia em casa, raramente uso o carro, detesto o desperdício de água, e por aí vai! Preocupo-me com tudo isso. Seriamente.

Seja como for, a Hora do Planeta, o ato simbólico, foi-se. Foram-se os comentários na televisão, nos journais e nas páginas da internet.

E agora? Agora é como sempre. De fato, toda hora é a “hora do planeta”. Por enquanto, é a hora do desmatamento, da queima de combustíveis fósseis, da poluição e tudo mais. Infelizmente. E, temo que tais “atos de conscientização” não resolvam o problema. As pessoas não ligam muito, e, se ligam, muitos delas agem de maneira hipócrita. Ou zombam disso. Earth Hour foi um evento. Nada mais. Fogo de palha.

Enquanto isso, os verdadeiros fogos continuam a queimar: nas usinas, nos motores dos inúmeros veículos, e na Amazônia.