Arquivo da tag: Political Correctness

Auch nicht schlecht:

Nachdem keine amerikanische Zeitschrift will, dass ich für sie auf den Deutschen rumhacke, weiß ich nicht, was ich tun soll. Außer eben in Deutschland auf den Deutschen rumzuhacken.

Eric T. Hansen

Dann schon eher zum Psychiater …

Es kann ja grundsätzlich nicht falsch sein, über Sprachentwicklungen nachzudenken. Zumal die Zeit fließt und die Sprache in ihr es auch tun sollte. Aber ist es sinnvoll, das Kind mit dem Bade auszuschütten (vgl. hier oder hier)? Wenn sich jemand von einem Drucker diskriminiert fühlt, sollte er keinen Linguisten bemühen, sondern eher einen Psychiater oder wahlweise einen VHS-Kurs für Computertechnik.Und warum sollten aus dem Englischen entlehnte Wörter, Computer etwa, verballhornt werden? Und soll der Plural von “Wort” ab jetzt Wörta heißen, weil das “er” diskriminierend wäre? Und aus gleichem Grund heißt das Wort nun Diskriminiaung? Und ist Mutta die entdiskriminiate Form von Vata?

Unerhörte Worte!

Descanse Em Paz!

Nelson Mandela

fonte: thetimes.co.uk


Vale a pena lembrar que tantos paises do chamado mundo livre apoiaram durante décadas o regime do apartheid. Se, naquela época dependesse deles (países cujos líderes atuais comparecem hoje à cerimônia de despedida), Mandela teria morrido na prisão, a África do Sul ficaria afundada no caos e não teria sido possível de criar a lenda de um novo “Messias”.

Um vilão chamado Greenwashing

Este post é importante para todos nós consumidores que diariamente somos bombardeados pela publicidade. Se ainda não notaram, há alguns anos começou a moda de se criar anúncios e comerciais que destacam empresas e produtos corretamente ambientais, mas muitas dessas empresas utilizam a prática do Greenwashing.

O Greenwashing – no bom portugês singnifica “lavagem verde” – é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, ONG, ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de “amigo do meio ambiente” que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.

Leia mais: Por Bruno Rezende da equipe Coluna Zero

Liebe Weltverbesserer!

Die Welt ist nicht da, um verbessert zu werden. Auch ihr seid nicht da, um verbessert zu werden. Ihr seid aber da, um ihr selbst zu sein. Ihr seid da, damit die Welt um diesen Klang, um diesen Ton, um diesen Schatten reicher sei. Sei du selbst, so ist die Welt reich und schön! Sei nicht du selbst, sei Lügner und Feigling, so ist die Welt arm und scheint dir der Verbesserung bedürftig.

Gerade jetzt, in dieser wunderlichen Zeit, wird das Lied von der Weltverbesserung wieder so heftig gesungen, so heftig gebrüllt. Wie übel und trunken es doch klingt, hört ihr es nicht? Wie wenig zart, wie wenig glücklich, wie so wenig klug und weise es klingt!

Es wird von euren Feinden gesungen, in einem Chor, wo einer wider den anderen singt, einer den anderen totsingen möchte. Merkt ihr nicht: überall, wo das Lied angestimmt wird, da sind Fäuste in der Tasche geballt, da geht es um Eigennutz und um Selbstsucht – ach nicht um die Selbstsucht des Edlen, der sein Selbst zu erhöhen und zu stählen sucht, sondern um Geld und Geldbeutel, um Eitelkeiten und Einbildungen.

Höret auf die Stimme, die aus euch selbst kommt! Wenn sie schweigt, diese Stimme, so wisset, dass etwas schief steht, dass etwas nicht in Ordnung ist, dass ihr auf dem falschen Wege seid.

Geklaut aus “Zarathustras Wiederkehr”, Hermann Hesse

Kurze Zitate sind besser als lange. Gerade und vor allem im Netz. Trotzdem komme ich mir in diesem Falle vor wie ein mieser Schnipsler. Das hat das Hesse-Bändchen “Eigensinn macht Spass” (Suhrkamp-Verlag) nun wirklich nicht verdient. Denke aber schon, dass das Wesentliche ganz gut herausgepickt wurde. Bis auf ein Detail, den Preis, den man für die Suche nach dem Selbst bezahlen muss. Auf die eigene Stimme zu hören, ist mit unangenehmen Risiken und Nebenwirkungen verbunden: man hat Zweifel, man ist einsam, man leidet. Selbstfindung ist ein schmerzhafter Prozess. Kein Wunder, dass man dazu neigt, ihn zu meiden wie den Zahnarzt.

Und dann ist da noch die Sprache: der Begriff der Selbstsucht ist ja heutzutage – und nicht ganz grundlos – eher negativ behaftet. Stichwort Hedonismus. Und wenn vom “Edlen” die Rede ist, der sein Selbst zu “stählen” sucht, dann mag sich Befremden breit machen. Missdeutung und Missbrauch sind nicht ausgeschlossen. Hierzu ein Deutungsvorschlag: “Edle” sind eben keine Übermenschen, sondern gerade jene, die versuchen, das zu sein was sie sind, mit all ihren Eigenarten. Und “gestählt” werden sie, wenn sie auf der Suche nach ihrer menschlichen Individualität dazu in der Lage sind, den Konsequenzen ins Gesicht zu sehen und sich daraus ergebendes Leiden auf sich zu nehmen und es zu verarbeiten.

Sobre Tarantino e os nazistas

Sob a direção de Tarantino, os nazistas não são como aqueles que conhecemos através da maioria dos filmes de Hollywood: os malvados “outros” que não param de gritar “Achtung”, os sem boas maneiras que levam um tiro antes de podermos ver seus olhos azuis. Ao contrário: eles são nojentos, geniais, infames, tapados, charmosos. Mostram muitas facetas e são personagens de verdade; às vezes, até possuam qualidades de heroi. Tarantino nos impõem essa perspectiva. Valeu!

Não chega a ser uma tradução literal, mas foi inspirado pelo
Inglourious-Basterds-ABC.

Sobre fumantes e motoristas

Faz um mês que a Lei Antifumo entrou em vigor e preciso dizer que me surpreendeu o rigor com o qual a nova regra está sendo cumprida desde o primeiro dia. Sumiram os cinzeiros nas entradas dos prédios. Hoje o cinzeiro é considerado repulsivo em restaurantes. Não pode. Acabou. Uma nova espécie de fiscal surgiu, meramente do nada, para observar o comportamento dos donos de bares e de seus clientes nas grandes cidades. É uma lei rígida, que exige espaços limpos e um comportamento adequado por parte dos usuários da nicotina. Lá fora na rua, você encontrará os refugiados perambulando pelo calçadão, indo de um lado para o outro, confraternizando-se ou simplesmente sem rumo até ao momento em que a bituca cai no chão, ou seja, no esgoto. Pontos de ônibus viraram uma twilight-zone para os viciados e por assim vai. O clima social não está a favor deles.

Com a vergonha acesa na mão, é melhor se afastar do mundo ao seu redor, dos saudáveis, das pessoas de bom senso e mente clara – dos crentes e esportistas, dos empresários e funcionários dos tempos modernos da nova época. Daqueles que não rejeitam a caipirinha, as cervejas geladinhas e os bons vinhos no final da semana, os remédios para qualquer mal ou a formulazinha para aliviar o mal-estar. Hipocrisia e uma forma pós-moderna de puritanismo fazem parte da história. Aliás, parece que estou me desviando do assunto. E, sem dúvida, fumar prejudica a saúde. Seja como for, parece que as leis podem funcionar sim. Até mesmo no Brasil.

Agora aguardo que outras leis já existentes sejam fiscalizadas e respeitadas com o mesmo rigor.

As leis do trânsito, por exemplo. Ignorar pedestres (ou ciclistas) não é um delito de cavaleiro, mas uma ameaça ao bem-estar físico. O transporte motorizado, chamado „carro“, é uma arma potente nas mãos de uma pessoa arrogante ou desprovida de conhecimento. Ela pode ser um não fumante, mas, mesmo assim, continua representando um perigo para a convivência social e a saúde pública. Ela está praticando um comportamento anti-social todos os dias. Ela pode, pois não há quas nenhuma fiscalização. É possível concluir, portanto, que o clima social está a favor dela? Isso sem mencionar as emissões de gáz tóxico que tal veículo joga no ar. Que seja um carrão com alta potência para mostrar quem tal motorista gostaria de ser. Embora seja útil, o carro fede. Quem já olhou o horizonte de São Paulo num dia límpido sabe do que estou falando. Tudo isso ocorre, é claro, em nome do progresso. Resumindo: tal motorista não precisa ser um fumante para causar danos sociais. Basta beber antes de dirigir ou praticar outras modalidades de irresponsabilidade que podem resultar em coação, lesão corporal ou homicídio culposo.

O modesto escritor adverte: „Babacas atrás dos volantes prejudicam a saúde“.

Vila Sésamo Violento

Pois é. It’s a cruel world. E, parece que até o clássico dos seriados infantis está sofrendo as consequências:

sesamstraat

Hora do Planeta Reloaded

A Hora do Planeta foi considerada um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo seriam convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. A idéia de apagar as luzes, possível em todos os lugares do planeta, teve o intuito de incentivar as pessoas a refletirem  sobre o tema ambiental, ou seja, o desperdício de energia e recursos naturais.

Para ser honesto: não liguei. Não apaguei as luzes. Esqueci a hora. Moro em São Paulo, capital. E nem percebi mudança alguma naquele horário que eu poderia ter lembrado. Mas não foi por causa disso. Na verdade, achei ridículo.

Mesmo assim, considero-me uma pessoa consciente. Economizo energia em casa, raramente uso o carro, detesto o desperdício de água, e por aí vai! Preocupo-me com tudo isso. Seriamente.

Seja como for, a Hora do Planeta, o ato simbólico, foi-se. Foram-se os comentários na televisão, nos journais e nas páginas da internet.

E agora? Agora é como sempre. De fato, toda hora é a “hora do planeta”. Por enquanto, é a hora do desmatamento, da queima de combustíveis fósseis, da poluição e tudo mais. Infelizmente. E, temo que tais “atos de conscientização” não resolvam o problema. As pessoas não ligam muito, e, se ligam, muitos delas agem de maneira hipócrita. Ou zombam disso. Earth Hour foi um evento. Nada mais. Fogo de palha.

Enquanto isso, os verdadeiros fogos continuam a queimar: nas usinas, nos motores dos inúmeros veículos, e na Amazônia.

Nachruf auf den schwulen Lord

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Wer noch vor wenigen Jahren gelangweilt im nachmittäglichen Unterhaltungsangebot des brasilianischen Fernsehens herumzappte, kam an ihm nicht vorbei. Weniger deshalb, weil einen seine Sendung Mulher (“Frau”) vom Hocker gehauen hätte. Er selbst sass auch nicht auf einem solchen, sondern in einem bequemen Ledersessel hinter einem gläserenen Tisch. Der goldfarbene, barocke Rahmen hinter ihm rundete das Bild ab. Eigentlicher Höhepunkt der Sendung war, wenn er – untermalt von sentimentaler Musik – Lebensweisheiten von sich gab. Die Vermutung liegt mehr als nahe, dass es sich bei seinem Publikum in erster Linie um weibliche Zuschauer mittleren oder gehobenen Alters gehandelt haben dürfte.

Clodovil Hernandes kam am 17. Juni 1937 in einem Städtchen namens Elisiário im brasilianischen Bundesstaat São Paulo zur Welt. Seine leiblichen Eltern hat er allerdings nie gekannt.. Er wuchs als Adoptivsohn spanischer Immigranten auf, besuchte eine katholische Schule und wollte zunächst Lehrer werden.

Es kam aber anders. In den 60er Jahren wurde er als Modedesigner bekannt. Später folgte dann eine Karriere als Entertainer und Fernsehmoderator. Und er machte nie einen Hehl daraus, dass er homosexuell war. Anders gesagt: es ging ihm am Arsch vorbei. Das macht ihn zwar nicht gerade in allen Kreisen hoffähig, aber damit hätte selbst die derart von Vorurteilen und Machismo geschwängerte brasiliansiche Gesellschaft in den Zeiten der Diktatur (und der Zeit danach) klar kommen können. Homosexualität kann ja schliesslich auch einen gewissen Unterhaltungswert haben. Man ist amüsiert. Bis heute. Das macht es übrigens im “Fall Clodovil” auch so schwierig, im Internet Informationen aus verlässlicher Quelle zu finden. Das meiste davon ist eine Mischung aus oberflächlichem Klatsch und geschmacklosem virtuellen Getöse. Videos über Ausschnitte von “spektakulären” Interviews in den Medien finden sich zu Genüge. Tiefgründigere Kommentare dagegen kaum.

Womit seine zumeist prominenten Landsleute dann aber nicht so gut klar kamen, war sein loses Mundwerk. So einige Stars und Sternchen bekamen ihr Fett ab. Den Vorwurf, arrogant, beleidigend und unerträglich zu sein, wies er von sich:

“Ich sage nur die Wahrheit.”

Auch das weibliche Geschlecht kam dabei nicht ungeschoren davon:

“Ich liebe die Frauen. Aber viele Frauen von heute sind ordinär, haben keinen Stil und den Bezug zu ihrer Würde verloren. Frauen, die im Liegen arbeiten und im Stehen abschalten..”

So hat er der Nachwelt denn auch einen Fundus an amüsanten, polemisierenden und vulgären Zitaten hinterlassen. Und die im Netz zu finden, ist nun wirklich kein Problem.

clodovil-02Seine letzte Karriere war eine politische. 2006 wurde er als Abgeordneter für den Bundesstaat São Paulo in den brasilianischen Kongress gewählt. Die durchaus berechtigte Erwartung, er würde sein Mandat nur zur persönlchen Selbstdarstellung missbrauchen, bestätigte sich allerdings nicht. Er engagierte sich ernsthaft in der Familienpolitik. Mit seiner Bemerkung, im Parlament ginge es lauter zu als auf dem Wochenmarkt, sorgte er für einen kleinen Eklat. Vielleicht ein Indiz dafür, dass er seinen Job ernst nahm. Immerhin: einen Tag nach seinem Tod stimmte der brasilianische Senat der Vorlage für eine Gesetzesänderung zu, die er eingebracht hatte.

In seiner Funktion als Politiker eckte er übrigens auch bei Vertretern der Homosexuellen-Bewegung an. Er war gegen die Homo-Ehe. Und:

“Ich bin überhaupt nicht stolz darauf, schwul zu sein. Ich bin stolz darauf, der zu sein, der ich bin. Anstatt für den Travestiten auf der Strasse habe ich mich für Leonardo da Vinci entschieden. Ich kann Männer nicht verstehen, die sich als Frauen verkleiden, hübsch sein wollen, die Schönheit und Gott suchen und sich dabei prostituieren. Jetzt, wo wir unsere sogenannte Freiheit ausleben können und uns keiner mehr den Mund verbietet, verwandelt sie sich in Masslosigkeit. Ich würde mich nie auf einer Gay-Parade blicken lassen.”

http://congressoemfoco.ig.com.br/DetEspeciais.aspx?id=26883

Er starb am 17. März 2009 in Brasilia an den Folgen einer Hirnblutung.