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Sobre um circulo invisível e a opinião pública

A capacidade da percepção humana não é tão eficiente quanto muitos de nós tendem a acreditar, e muito menos ainda ela é capaz de obter uma impressão completa de algo.

Por exemplo: quando você se concentra no ponto vermelho da imagem seguinte, é possível observar como o círculo cinzento fosco parece sumir. Somente através do movimento dos olhos, ou seja, só quando você desfoca do ponto vermelho, o circulo ao redor volta a aparecer no campo de visão.

circuloinvisivel

Bom, no caso da imagem se trata de uma ilusão ótica que foi induzida fisiologicamente. Mas ela é um ótimo exemplo de como funciona a estrutura da percepção humana em geral.

Quando somos expostos na mídia a um fragmento chamativo da realidade e forçados ou interessados a nos concentrarmos neste detalhe, os aspectos menos sensacionalistas da realidade tendem a sumir da nossa percepção. Por isso, qualquer opinião que se forma sobre uma notícia tende a ser incompleta, embora o envolvido acredite que tenha uma visão geral e objetiva do assunto.

Daí surgem – por grande parte – as polêmicas, as receitas fáceis para problemas complexos.

Pense nisso, na próxima vez que você assistir às notícias em rede nacional ou quando curtir ou comentar um post nas redes sociais.


A maior parte deste texto é a tradução adaptada de trechos de um post em Alemão: Elias S., obrigado pela inspiração!

Imagem

Fading away …

fading away
Via The Meta Picture

Virtueller Spickzettel

Durch mich fließt ein nicht abreißender Info-, Anreißer- und Teaser-Strom, der mein früheres Halbwissen durch ein Fake-Wissen ersetzt hat: Überall rede ich mit, denn das Internet, insbesondere der Social-Media-Feed, ist ein fortlaufender, sich ständig selbst aktualisierender Spickzettel.

Hauptsache, man gibt seinen Senf dazu. Selbst zu Dingen, die man nicht kennt…

Ferida narcísica, simplesmente …

Todo aquele ódio visceral contra os bodes-expiatórios chamados Dilma e Lula (não somente nas redes sociais e na campanha eleitoral atual) também representa, me parece, um sintoma claro da ferida narcísica das classes A e B. Para os integrantes destas classes é simplesmente uma ofensa e uma invasão ver um “pobre” frequentar o mesmo shopping, usar um smartphone ou viajar de avião ao lado deles, pois, até então, o poder aquisitivo pertencia exclusivamente a eles. O importante era manter o “pobre” na condição e no lugar de “pobre”, porque tal condição lhes afirmava e garantia o privilégio do ter e com isso o do poder.

Simplesmente …

P. S.
Por falar em poder aquisitivo: alguém se lembra dos rolezinhos?

Sobre a falta do olhar alheio …

Nosso cérebro está adaptado para interagir face-a-face com os outros – nesse tipo de conversa recebemos uma série de informações em tempo real, se estamos agradando, se a pessoa está brava, triste, feliz, e assim ajustamos o conteúdo e também a forma de nosso discurso de forma automática e inconsciente. Isso não apenas porque queremos agradar, mas também porque ver o sofrimento do outro nos incomoda, refreando certos impulsos. Quando não temos esses freios sociais, funcionamos – em parte – como os verdadeiros psicopatas. Essas pessoas têm dificuldade para reconhecer adequadamente as emoções negativas nas expressões faciais; e são incapazes de sofrer quando vêem alguém sofrendo, por carecerem de empatia. Ora, nas redes sociais somos todos assim: não vemos as expressões de nossos interlocutores, tanto pela invisibilidade como pela assincronia do diálogo. E sem esse feedback, não sofremos com a dor alheia, já que não a testemunhamos diretamente.

Creio que essa é a grande razão para tantas pessoas assumirem atitudes antissociais diante de uma tela e um teclado, …

Trecho do artigo: “Psicopata é você!” Vale a pena ler por inteiro.

Heinz Erhardt Reloaded

Täglich fließt die Timeline fort.
Von hier nach dort, zu keinem Ort.
Sie steht nie still, auch sonntags nicht
und wenn’s mal in der Birne sticht,
kann man was posten, gar verfassen.
Man kann’s aber auch bleiben lassen.

Täglich fließt der Bach durchs Tal.
Mal fließt er breit, mal fließt er schmal.
Er steht nie still, auch sonntags nicht,
und wenn mal heiß die Sonne sticht,
kann man in seine kühlen Fluten fassen.
Man kann’s aber auch bleiben lassen.
(Heinz Erhardt, “Der Bach”)

Papo de Caipira? Proseando com Navegantes

Apesar da convicção que tenho de que a maioria dos que acessam a Internet acabam se familiarizando com essa incrível ferramenta que tem a pretensão (e não só pretensão!) de, ao ser acionada através de um simples toque no mouse, fazer explodir na telinha à nossa frente um mundo de informações, etc, tudo isso sem que seja preciso que tiremos a bunda da cadeira, não resisto e exponho o que se segue:

– vá lá que parte dessas informações possam ser falaciosas, impertinentes, reticentes, mentirosas e de cujas abordagens podemos até discordar frontalmente;

– vá lá que o nosso espírito curioso e investigativo junto a este mundo virtual (mas nem tanto!) nos conduza a um sedentarismo e aos prejuízos que este comportamento nos traz;

– vá lá, ainda, que esta enxurrada de páginas, blogues, sites, e-mails, canais sociais, tudo isso nos deixe, por vezes, feito baratas tontas defronte à telinha;

– vá lá, inclusive, que eu, neste momento, possa estar falando apenas de mim — do meu comportamento defronte à telinha — e de mais ninguém;

Continuar lendo …

Genésio dos Santos, caipira, nascido em 1952 em Itapetininga — SP, filho de ferroviário, tem diploma de Curso de Telégrafo, é poeta e cronista e, acrescente-se, hoje é também um bicho urbano adaptado e aprendiz de blogueiro (em suas próprias palavras).

“Sind Sie noch da?”

Es ist ja nun wirklich die große Frage, ob der Sinn des Lebens, das Glück dieser Erde eher in der langen und zähen Lektüre dicker Bücher, dem meditativen Moment des kontinuierlichen und bildenden Lesens oder im wilden Herumklicken, im wirren Aneinanderreihen einzelner Gedankenschnipsel aus Onlinetexten besteht, denn wie neuerdings wiederum eine Nachricht die Runde machte, wird in Deutschland, dem Lande von Stirnarbeitern wie Thomas Mann und Immanuel Kant, die ungeübten Lesern freilich zunächst sperrig und reichlich kompliziert in Satzbau und Ausdruck scheinen mögen und nach wortreichen Einschüben stets zum Wiederfinden des verlassenen Gedankenfadens auffordern, immer mehr Menschen die Diagnose der sattsam bekannten psychischen Störung “ADHS” gestellt, einer Krankheit, die es den Betroffenen kaum ermöglicht, länger als wenige Augenblicke gedanklich im gleichen Pfad sich zu bewegen, die vielmehr ein mentales Umherspringen, ein assoziatives Sperrfeuer nicht enden wollender Aufmerksamkeitsveränderung bedeutet, der Beständigkeit, ja Beharrlichkeit ganz und gar fremd ist, und die dennoch nicht gänzlich unkritisch von den hiesigen Medien beäugt wird, heißt es doch, das Problem sei teils hausgemacht, viele Diagnosen entsprächen nur einem in gewissen Altern durchaus natürlichen Bewegungs- und Kreativitätsdrang, hier sollten gleich einer Baumschule unerwünschte Auswüchse zurechtgestutzt werden, um den Anforderungen einer Gesellschaft Rechnung zu tragen, die – hallo? Sind Sie noch da? Wofür schreibe ich das eigentlich, Sie nichtsnutzige Internetblutsauger! Da will man einmal anspruchsvollen Internetjournalismus bieten und schon treibt sich die Userschar wieder in den üblichen Netzwerken herum. Ja, ja, machen Sie nur, Sie werden ja sehen, was Sie davon haben! Sie Nulpe! Ach, Sie sind noch hier? Na dann: grüß Göttchen.

Titanic Newsticker (31.01.2013), frisch geschnipselt und geklebt.

Predictions for Privacy in the Age of Facebook (from 1985!)

Mark Zuckerberg wasn’t even a year old when a graduate student foresaw the emergence of online personal profiles:

The ubiquity and power of the computer blur the distinction between public and private information. Our revolution will not be in gathering data — don’t look for TV cameras in your bedroom — but in analyzing information that is already willingly shared.
[…]
Without any conspiratorial snooping or Big Brother antics, we may find our actions, our lifestyles, and even our beliefs under increasing public scrutiny as we move into the information age.
[…]
Soon celebrities and politicians will not be the only ones who have public images but no private lives — it will be all of us. We must take control of the information about ourselves. We should own our personal profiles, not be bought and sold by them.

Lawrence Hunter, 1985

Quotes found in Matt Novak’s article on Smithsonian Magazine. Worth reading.

Datenstroh

Ausgedroschene Wörter und Sätze, frisch geerntet, digitales Geschwätzfutter, verbaler Dünger für Server, Bodenbelag und Heizmaterial für Medienställe.